Interdisciplinaridade


Actualmente as profissões requerem maior especialidade e como consequência perde-se a noção do todo, sendo isso transversal a todas as profissões mas em particular às relacionadas com a saúde. A construção do conhecimento acontece num contexto dinâmico. Implicando assim uma relação proximal das múltiplas profissões envolvidas num determinado projecto ou objectivo, surgindo a interdisciplinaridade como forma de responder em sintonia e duma forma mais abrangente. Interdisciplinaridade caracteriza-se pela intencionalidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas, no interior de um projecto específico de pesquisa, sendo uma tomada de posição face à especialização que desintegra e contra a fragmentação que limita e isola.


Requer convicção filosófica na identificação da sua importância no acto de aprender sem coerção, imposição, determinação ou qualquer acto que prejudique a liberdade de interagir de forma construtiva entre as disciplinas, salientando que os conhecimentos são perpassados e úteis nos vários territórios do saber. Muitas vezes interesses cooperativistas, económicos ou de barreiras sócio culturais levam à sua não concretização.

A atitude interdisciplinar não será apenas resultado de uma simples síntese, mas de sínteses imaginativas e audazes.
1-Interdisciplinaridade não é categoria de conhecimento, mas de acção.
2-A Interdisciplinaridade conduz-nos a um exercício de conhecimento: o perguntar e o duvidar.
3- A Interdisciplinaridade desenvolve-se a partir do desenvolvimento das próprias disciplinas.

É importante, as diferentes profissões assumirem esta postura de interacção e complementaridade, talvez seja esta uma forma dinâmica e inovadora para o desenvolvimento do país. Porque a parte mais importante do desenvolvimento é querer desenvolver.

Estou convencido de que a 'tarefa primordial' das instituições humanas, dentre as quais também o desenvolvimento, seja aquela de não apenas preservar os homens de sofrimentos inúteis e da morte precoce, mas também de conservar no homem toda a sua humanidade: a satisfação do trabalho desenvolvido com a inteligência das mãos e da mente, a satisfação de ajudar-se mutuamente e de um relacionamento dinamicamente harmonioso com as diferentes disciplinas e ciências.
Pensem nisso
António Veiga

4 comentários:

josé manuel faria disse...

- Caro Veiga,
Concordas com o Editorial do Avante? 20 depois!

Veiga disse...

Caro Faria
Achas que o mundo seria mais justo se não tivesse havido? O mundo é mais justo e socialmente estável por ter deixado de existir? A revolução de Outubro não esteve na origem da determinação de muitos povos, liberdades e garantias? Um dia falarei aqui sobre isso...No entanto agradeço por continuares a comentares os meus textos, és sempre uma opinião válida

josé manuel faria disse...

"O mundo é mais justo e socialmente estável por ter deixado de existir?"
- Não confundas, os propósitos da libertação do proletariado russo e a Revolução de Outubro, e o regime governado por Estaline e afins até ao fim do Muro ( simbologia da queda do sistema).
- Sim às 2 perguntas. Sem qualquer duvida.
O povo russo ou polaco viveria melhor, se o Muro não tivesse sido derrubado? Então como explicas a sua queda, foi contra os alemães da RDA?

- Caro Veiga. vai uma Coca-Cola :))

Luís Veiga disse...

Acredito que isto seja tema para discussao calorosa, mas nçao dentro deste contexto e tema! Sendo isto um blog que versa sobre temáticas diversas, nao origatoriamente um istrumento de propaganda, reserva-se o direito de encaixar ditas consideraçoes dentro de tópicos mais apropiados.

Mas uma vez que a procissao vai no adro, aproveito para dar a minha"achega" :D

Tinha 5 anos quando o muo caiu por isso o meu "insight" da situaçao é reunido de textos e pessoas que o vivenciaram desde multiples pontos de vistas (tal como acredito ser a melhor maneira de estbelecer conclusoes). Ora a primeira coisa que salta à vista desssa salgalhada de opinioes é que ninguém dispoe da verdade absoluta...como protohomem de ciências tendo a ver as coisas de um ponto de vista experimental e é apanagio cientifico de que quando existem multiplas explicaçoes para um mesmo fenómeno, nenhuma é correcta a 100%.
A segunda advem do facto de reconhecer a história como ciência "imperfeita" por ser escrita pelo bando que vence :D e conforme dá jeito a este. Afinal a propaganda é o melhor método para difundir um ideal (correcto ou nao)
A terceira é a a minha visao pessoal dos acontecimentos: como defensor do socialismo científico ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Socialismo_cient%C3%ADfico#O_socialismo_cient.C3.ADfico ) como forma ultima da evoluçao da sociedade. Pelo menos até nova ideologia provar ser superior em valores a esta, desde logo nao é a seguida pelo bloco que nega os factores controversos do socialismo aplicado até agora como se isso eliminasse automáticamente toda a mácula e facilitasse a adesao por estes já nao comerem criancinhas, muito proxima da dissidência fácil protagonizada históricamente por Trosky e que se revelou infrutífera pois nao aportou soluçoes reais aos problemas da aplicaçao do socialismo, que a meu ver se devem à educaçao negligente dos individuos como integrqantes da sociedade. Assim acredito que a queda do muro nao deveria ser vista com o olhar critico e negativo pela barreira que se interpunha entre duas formas de ver o mundo e de como uma destas se sobrepôs à outra, mas sim pelos avanços que a colisao das duas veio a trazer. se calhar o caminho para uma globalizaçao dos ideais socialistas passa por um deixar de apontar de dedo aos defeitos e procurar nas virtudes vontade para mudar.

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