As viagens de comboio

Viagens de comboio



Tal como partir é sempre bom regressar e a poesia tal como os comboios permitem a partida e o regresso. Vejam o vídeo, ouçam a música e o poema traduzido, seguido do original de Grand Corps Malade com a garantia que manterei vivo este espaço com novidades, marco desta forma o regresso.

video


Eu acredito que as histórias de amor são como viagens de comboio
Quando vês um desses viajantes, gostarias de ser um
Porque achas que há tantas pessoas à espera nas estações?
Porque achas que ninguém quer chegar atrasado?

Os comboios partem sempre no momento em que menos queremos
E a história de amor te leva sob a mira de testemunhas oculares inertes
As testemunhas são os colegas que te dizem “até logo” na estação
Eles observam o comboio distanciar-se com um sorriso inquieto
Tu também acenas para eles e imaginas os seus comentários
Alguns acham que tu fizeste asneira  e não tens os pés sobre a terra
Cada um tem seu prognóstico quanto à duração da viagem
Para a maioria o comboio vai descarrilar com a primeira tempestade.

O grande amor muda necessariamente seu comportamento
Desde o primeiro dia, é melhor escolher o teu compartimento
Lugar junto àjanela ou corredor, é preciso escolher o melhor lugar
Procuras  uma história de amor de primeira ou segunda classe?

Nos primeiros quilómetros, tens os olhos vidrados no rosto de outra pessoa
Não  observas  pela janela o desfilar das paisagens
Sentes-te vivo, Sentes-te leve, não vês passar a hora
Sentes-te tão bem que tens vontade de abraçar o maquinista

Mas a magia não dura muito e tua história bate as asas
Dizes a ti mesmo que não sentes bem e que a culpa é do outro
O barulho do comboio atordoa-te e cada curva do comboio enjoa-te
Precisas levantar-te, caminhar e alongar o teu coração de vez em quando

E o comboio reduz a velocidade e é o fim da sua história
No entanto, terminas como um idiota, os teus amigos ficaram noutra estação
Dizes “até logo” àquela a quem chamarás, a partir de então, de ex
Na agenda dela, ela apagará o teu nome

É verdade que as histórias de amor são como viagens de comboio
E quando tu vês todos esses viajantes, talvez gostasses de ser um deles
Porque achas que há tantas pessoas à espera nas estações?
Porque achas que ninguém quer chegar atrasado?

Para muitos a vida se resume a tentar subir para o comboio
A tentar conhecer o amor e se descobrir maravilhado com isso
Para outros, o objetivo é chegar na hora exata
Para conseguir terminar sua viagem e ter acesso à felicidade

É fácil apanhar um comboio, mas é preciso apanhar o comboio correto
Eu mesmo subi em dois ou três carruagens, mas não eram as melhores
Porque os comboios são caprichosos e alguns são inacessíveis
Eu não acho que existam comboios suficientes

Tem os que entram no primeiro comboio sem prestar atenção
Mas necessariamente eles descerão na próxima estação
Há os que enlouquecem quando se envolvem, pois são muito emotivos
Para eles é muito arriscado podem mesmo agarrar-se à locomotiva
Há os que enlouquecem quando se envolvem, pois são muito emotivos
Para eles é muito arriscado podem mesmo agarrar-se à locomotiva
Existem os aventureiros que engatam viagem atrás de viagem
E assim que uma história termina, eles já vão para outra página

Eu, após minha única viagem, já sofri durante muitos meses
Nós terminamos em comum acordo, mas ela estava mais de acordo do que eu
E agora quando estou nas estações, observo os comboios de partida
Há portas que se abrem, mas, numa estação, eu sinto-me distante

Parece que todas as viagens de comboio terminam mal, geralmente
Se foi o teu caso, recompõem-te e mantém-te firme
Porque uma coisa é certa, haverá sempre um terminal
Agora que estás advertido, da próxima vez, 
apanha um autocarro.



Les Voyages En Train

J'crois que les histoires d'amour C'est comme les voyages en train
Et quand j'vois tous ces voyageurs Parfois j'aimerais en être un
Pourquoi tu crois que tant de gens attendent sur le quai de la gare?
Pourquoi tu crois qu'on flippe autant d'arriver en retard?

Les trains démarrent souvent au moment où on s'y attend le moins
Et l'histoire d'amour t'emporte sous l'oeil impuissant des témoins
Les témoins c'est tes potes qui te disent au-revoir sur le quai
Et regardent le train s'éloigner avec un sourir inquiet

Toi aussi tu leur fait signe et t'imagines leurs commentaires
Certains pensent que tu te plantes et qu't'as pas les piedssur terre
Chacun y va de son pronostic sur la durée du voyage
Pour la plupart le train va dérailler dès le premier orage

Le grand amour change forcément ton comportement
Dès le premier jour faut bien choisir ton compartiment
Siège couloir ou contre la vitre y faut trouver la bonne place
Tu choisis quoi? Une love story d'première ou d'seconde classe?

Dans les premiers kilomètres tu n'as d'yeux que pour son visage
Tu calcules pas derrière la fenêtre le défilé des paysages
Tu t'sens vivant, tu t'sens léger et tu ne vois pas passer l'heure
T'es tellement bien que t'as presque envie d'embrasser le contrôleur

Mais la magie ne dure qu'un temps et ton histoire bat de l'aile
Toi tu dis qu'tu n'y es pour rien et qu'c'est sa faute à elle
Le ronronnement du train te saoule et chaque viage t'écoeure
Faut qu'tu t'lèves que tu marches, tu vas t'dégourdir le coeur

Et le train ralentit c'est d'jà la fin d'ton histoire
En plus t'es comme un con tes potes sont restés à l'autre gare
Tu dis au r'voir à celle que t'appel'ras désormais ton ex
Dans son agenda sur ton nom, elle va passer un coup d'tip-ex

C'est vrai qu'les histoires d'amour c'est comme les voyages en train
Et quand j'vois tous ces voyageurs parfois j'aim'rais en être un
Pourquoi tu crois qu'tant d'gens attendent sur le quai d'la gare?
Pourquoi tu crois qu'on flippe autant d'arriver en r'tard?

Pour beaucoup la vie s'résume à essayer d'monter dans l'train
A connaitre ce qu'est l'amour et s'découvrir plein d'entrain
Pour beaucoup l'objectif est d'arriver à la bonne heure
Pour réussir son voyage et avoir accès au bonheur

Il est facile de prendre un train, encore faut-il prendre le bon
Moi chui monté dans deux-trois rames mais c'était pas l'bon wagon
Car les trains sont capricieux et certains son inaccessibles
Et je n'crois pas tout l'temps qu'avec la SNCF c'est possible

Il y a ceux pour qui les trains sont toujours en grève
Et leurs histoires d'amour n'existent que dans leurs rêves
Et y ceux qui foncent dans l'premier train sans faire attention
Et forcément ils descendront déçus à la prochaine station

Y a celles qui flippent de s'engager parce qu'elles sont trop émotives
Pour elles c'est trop risqué d's'accrocher à la locomotive
Et y a les aventuriers qu'enchainent voyage sur voyage
Dès qu'une histoire est terminée, ils attaquent une autre page
Moi après mon seul vai voyage j'ai souffert pendant des mois
On s'est quittés d'un commun accord mais elle était plus d'accord que moi
Depuis j'traine sur le quai, j'regarde les trains au départ
Y a des portes qui s'ouvrent mais dans une gare j'me sens à part
Y parait qu'les voyages en train finissent mal en général
Si pour toi c'est l'cas accroche-toi et garde le moral
Car une chose est certaine y aura toujours un terminus
Maint'nant tu es prév'nu, la prochaine fois tu prendras l'bus..


Grand Corps Malade


Pensem nisso

Estrela da tarde no entardecer da vida

O entardecer da vida  vai ficando tarde mas há sempre uma estrela a iluminar o entardecer: a estrela da tarde,  hoje envelheci um ano mais, agracio-me e agracio-vos com uma música portuguesa e com um dos mais belos poemas do grande poeta Ary dos Santos:


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!:
Ary dos Santos





Terra Ruiva a Sul: Silves

After the Almoravid conquest the town became Almohad in 1156. In 1189 King Sancho I of Portugal conquered the town with the aid of Northern European crusaders. Silves  is a municipality in the Portuguese Algarve of southern Portugal, is the former capital of the Algarve and is of great historical importance.

Silves tras la conquista musulmana se convirtió en la capital de la región del Algarve, recibiendo el nombre de Silb durante el dominio musulmán. La historia de Silves se remonta a hace unos 3.000 años. Fue habitada por fenicios y cartagineses, y romanos.


Silves a été établie comme base de commerce phénicienne. Cette colonie devient en grandissant la ville romaine de Silbis. Elle est ensuite la capitale du petit royaume musulman d'Algarve, avec au xiie siècle un château, un port, des chantiers navals et un commerce bien établi avec les ports de Méditerranée et d'Afrique. Portugal après un siège de trois mois en 1189, puis repris en 1191 par les Almohades (Abu Yusuf Yaqub al-Mansur), et enfin définitivement rattaché au Portugal avec l'Algarve en 1253.


Silves è un comune portoghese di 33.830 abitanti situato nel distretto di Faro.


O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de todos os males. As instituições normativas, que fundamentam o sistema democrático, caem em descrédito. Os governantes, eleitos pela expressão do voto, também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, acabam comprometendo seus programas de gestão. Talvez seja por isso que seja importante o povo virar-se para o seu país. Quando se vive de ilusões é porque algo não funciona. A imagem dos portugueses mais constante é a de alguém que está parado no passeio à espera de que o ajudem a atravessar para o outro lado, por isso temos de dar um passo em frente, com a força que as coisas verdadeiras e naturais merecem, e que o ranço velho não estrague a vontade de rumar ao outro lado da estrada, por isso hoje convido-vos a mais um safari fotográfico por estas terras Lusas, bem ao Sul em Silves. Apesar de ser uma cidade algarvia, dá ares de burgo romano ou mesmo toscano, muito por culpa da sua cor vermelha que encontramos nos principais monumentos e também nas muralhas do castelo. É o grés vermelho, material que abunda na região, empregue na construção dos edifícios, dando-lhe uma aparência muito característica, especialmente porque se encontra em abundância nas muralhas do castelo e da cidade antiga, espalhadas um pouco por todo o lado.e faz dela uma terra Ruiva. Uma cidade carregada de história, onde por entre as suas ruas e vielas ainda se sente um charme especial.
Silves conquistada para os Portugueses pela primeira vez em 1189 por D. Sancho I foi  povoada desde a pré-história. Fenícios, Gregos, Cartaginenes . Ocupada por Romanos, Visigodos e conquistada pelos Mulçulmados no Século VIII, que lhe chamaram 'Xelb' e a tornaram num grande pólo cultural e capital do reino do 'Al-Gharb Al-Andalus'. Mantieve-se na posse de Portugal até à contra-ofensiva almóada que, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, em 1191.Tomada definitiva de Silves pelas forças de D. Afonso III em 1253, terminando o processo de Reconquista para Portugal. Foi capital do Algarve e sede do Bispado ate 1534, altura em que este se transferiu para a cidade de Faro. Silves é uma cidade cheia de locais interessantes, onde muitos partiram, ao serviço das caravelas do Infante D. Henrique, caso de Diogo de Silves, provável descobridor dos Açores.
O safari fotográfico inicia-se na margem oposta do rio Arado e vai colhendo imagens do muito que Silves tem para oferecer e contemplar começamos por atravessar a Ponte Romana caracteriza-se por uma mistura de estilos arquitectónicos. Se por um lado o tabuleiro é ogivado, num estilo medieval, é também suportado por cinco arcos redondos, cujos pilares estão protegidos por talha-mares num estilo Romano. O Arco da Rebola nas Rua Cruz da Palmeira é o que resta ainda hoje daquilo que foram as Muralhas do Arrabalde, uma estrutura de material mais pobre do que o utilizado nas muralhas da Almedina e no Castelo, que envolvia a parte mais baixa da cidade de Silves. O imponente Castelo de Silves é uma das componentes de um completo e sofisticado sistema defensivo e que é visível em todas as abordagens à cidade, estando a sua preservação bem conseguida e com permanentes exposições que lhe dão vida e nos conduzem até à reconquista cristã levadas a cabo pelos primeiros cinco reis de Portugal, embora a sua origem possa ter sido reduto defensivo da época romana ou pré-romana embora o que subsiste actualmente de todo esse sistema defensivo são os vestígios da época almóada da ocupação islâmica. O sistema era constituído pela Alcáçova, pelas Muralhas da Almedina, pela Couraça, pelas Muralhas do Arrabalde das quais ainda pode ser visto o Arco da Rebola. Junto à Câmara Municipal existe ainda a porta da Medina, uma construção que outrora foi a Casa da Câmara.
A Sé Catedral de Silves tem uma forma de cruz latina com um cruzeiro abobadado no cruzamento dos braços da mesma. O altar-mor está numa cabeceira em grés vermelho. A nave principal tem uma altura máxima de cerca de 18 metros e a dividi-la das naves laterais. O edifício apresenta uma mistura de estilos arquitectónicos dos quais se destaca o gótico. Pensa-se que a sua construção se tenha iniciado no Séc XIII sobre uma antiga mesquita Árabe após a reconquista da cidade aos mouros. A catedral contrasta com a sobriedade pouco ornamentada do exterior da Igreja da Misericórdia, enquanto o portal apresenta linhas clássicas e é composto por um frontão triangular. Por entre ruas e ruelas perdemos a noção do tempo mas ganhamos no tempo pela viagem que nos permite. Silves é assim um museu vivo da História de Portugal e doutros povos que passaram por este país como os árabes:Poço-Cisterna Árabe e a anterior citada ponte romana mas simbolizando o cunho nacional a Cruz de Portugal faz essas honras.
Culmina o safari num passeio pelo rio Arade e os campos de uma beleza bucólica e marginam o rio..

Pensem nesse passeio por terras algarvias lusas.

























Contemplo o que não vejo

Contemplo o que não vejo.
É tarde, é quase escuro.
E quanto em mim desejo
Está parado ante o muro.

Por cima o céu é grande;
Sinto árvores além;
Embora o vento abrande,
Há folhas em vaivém.
Tudo é do outro lado,

No que há e no que penso.
Nem há ramo agitado
Que o céu não seja imenso.
Confunde-se o que existe
Com o que durmo e sou.

Não sinto, não sou triste.
Mas triste é o que estou.
(Fernando Pessoa)
























Prós e contras o que não consegui dizer

Un des plus anciens exemples d'administration basée sur la méritocratie est la bureaucratie impériale chinoise, dont on peut trouver trace dès la dynastie Qin. La fonction publique chinoise se fit connaître en Europe au milieu du 18e siècle, et influença le développement des systèmes européens et américains.Les expressions « fonction publique » et « fonctionnaires » désignent couramment un ensemble plus vaste de personnes travaillant pour des services publics ou d'utilité générale. La fonction publique est un ensemble de personnes travaillant, sous certaines juridictions ou dans un cadre intergouvernemental, au sein des administrations publiques. Une personne travaillant dans la fonction publique est appelée fonctionnaire.

Función Pública puede entenderse como el conjunto de la Administración pública; la actividad de los funcionarios públicos; o bien toda la actividad que realiza el Estado. En este caso,tales funciones públicas pueden ser realizadas por el Estado por razón de que la ley las pone a su cargo o al menos prevé su realización en un Estado de Derecho) o bien por la voluntad unilateral o soberana de un Estado que no se rige por tales normas

The origin of the modern meritocratic civil service can be traced back to Imperial examination founded in Imperial China. The Imperial exam based on merit was designed to select the best administrative officials for the state's bureaucracy. The civil service in the United Kingdom only includes Crown employees; not those who are parliamentary employees. Public sector employees such as those in education and the NHS are not considered to be civil servants. The European Civil Service is the civil service serving the institutions of the European Union, of which the largest employer is the European Commission, the executive branch of the European Union. It is the permanent bureaucracy that implements the decisions of the Union's government. A civil servant or public servant is a person in the public Sector employed for a government department or agency. The extent of civil servants of a state as part of the "Civil Service" varies from country to country. In the United Kingdom, for instance, only Crown employees are referred to as civil servants whereas county or city employees are not.

È d’uopo ricordare che, nell’ambito del pubblico impiego, si adotta una terminologia specifica, quindi si parla di “rapporto di servizio”, se si fa riferimento all’attività lavorativa del dipendente, che si impegna a fornire una determinata prestazione in cambio di una specifica retribuzione, invece, si opta per l’espressione “rapporto di ufficio”, se si esamina il collegamento giuridico esistente tra il suddetto lavoratore e una componente dell’organizzazione: nesso grazie al quale la persona fisica acquisisce la capacità di esercitare i propri poteri e le proprio funzioni, che le norme attribuiscono specificatamente a tale ufficio: si noti che la disciplina che regolamenta il rapporto di ufficio è variabile, proprio in relazione al tipo di ufficio. In questo caso, in quanto titolare di una sfera di funzioni pubbliche, il dipendente è chiamato Funzionario Pubblico: quando si tratta di un ufficio-organo, il soggetto è persino dotato della capacità di compiere atti giuridici con rilevanza esterna, mostrando con maggiore evidenza la propria immedesimazione con la componente dell’organizzazione amministrativa, che caratterizza tale figura.

As definições para funcionários públicos coincidem em muitas linguas, conhecendo-se como o primeiro sistema de funcionalismo público há milhares de anos atras na China. No programa prós e contras muita coisa não tive tempo e ficou por dizer  e na pressão do momento,  não foi possível completar que a opção política do público e privado. A universalidade do sistema  e numa visão nacional enquanto público e se privado centra em interesses ficando a saúde comprometida por camadas económicas e os interesses nunca serão nacionais porque elas apenas procurarão como interesses o lucro. Não se falou em concreto da quantia efetiva dos cortes de salários ao funcionalismo público e de pensões, além do razoável e equitativo. Muito além. Um massacre. Ficou por falar seriamente das parcerias público-privadas, dos bancos falidos. Os swaps e as rendas. Com  prejuízos de milhões, mais milhões, sempre mais milhões. É o empreendedorismo. A reforma do Estado, no que se vê, resume-se a despedimentos, cortes nos salários e nas pensões, que estes senhores eleitos democraticamente mas conjuram um fiel da balança democrática que é o tribunal constitucional e que existe em todos os países democráticos para salvaguardarem a democracia de prepotências ou absolutismos governamentais. Com os atuais vampiros da política nacional, profundas alterações teóricas se processam. Os funcionários públicos e reformados do Estado são agora um bando de centenas de milhares de inúteis, que assaltaram os dinheiros do Estado, que nunca trabalharam, nem trabalham. Por isso são odiados, massacrados, humilhados, como verdadeiros e únicos causadores da dívida e do défice.
Trabalhadores incansáveis, de sol a sol, úteis ao Estado e ao povo são os consultores de privatizações, os Borges e as sociedades de advogados chiques de Lisboa. E pagos a preços de centenas de milhares e mais centenas de milhares de euros. Mentindo e manipulando os números, o Governo faz crer que o funcionalismo no país é muito superior à média europeia e autoritário e pequenote, com perrice e mediocridade, amuado como um catraio não ouve ninguém, apenas ouve a sinistra troika e comparsas. E, os cidadãos em geral, têm de ter consciência, ou abdicam do serviço público universal conforme consagrado na constituição ou preferem um serviço entregue aos particulares e interesses, é óbvio que tem um custo  tal como a democracia e qualquer estado tem.
Os lobos só são maus porque as ovelhas são mansas.
Pensem nisso

e podem rever o vídeo uma parte do vídeo do prós e contras

Dia de Chuva


Misticamente o céu 
envolve-se num cinzento de chumbo
 e lacrimejando molha todo o horizonte
 que o meu olhar alcança.
Envergonhado o sol apaga-se
 no seu próprio brilho!...
Agarrado à dimensão do céu 
e solto de mim mesmo 
humedeço as pálpebras
 exsudando-se derrame salgado
 que saboreio aquando a sua passagem
 pelos lábios secos...
Provo o sabor do lado cinzento da vida 
e embalo-me nessa introspecção
martirizando as entranhas,
 corroendo-me na dor de vencer...
Olho à volta e tudo o que me rodeia abarca
 o nada  que resta.
Promiscuindo ideais ganho a luta 
derrubando  barreiras pesadas
cujo peso dos meus fantasmas
esmaga a voz da consciência. 
Lançando o olhar ao mundo,
a chuva continua a cair
arrastando com ela as mágoas
dum sol cansado.
Rasgando o solo, entranha-se
alimentando a terra para a vida.
E...eu, fixo em mim mesmo
seguro o fluido salgado, 
procurando nele o brilho da vida!
Instintivamente procuro ver a beleza no cinzento
com esperança no verde.
O verde  que o tempo trará na bonança.
Soerguendo o olhar arrasto a alma 
sorrindo para a esperança.
Enfrento o cinzento do céu, 
ignorando o cinzento da vida! E... sorrio!
Sorrio em busca do verde,
 o verde da natureza,
o verde que espero da vida,
 duma vida ainda verde!...

António Veiga in Poemas completos

Um voto um futuro

A democracia à custa da força do capital vai ficando cada vez mais desvirtualizada , basta olharmos para a campanha eleitoral e vermos que a mesma se condiciona a jogos de imagem sem discussão essencial dos verdadeiros problemas das regiões. Não há honestidade nem seriedade na apresentação dos programas e mais grave discute-se o superfulo em detrimento do essencial, numa luta desigual. O voto acaba por não ter o valor dum voto democrático que assenta em ideias com a finalidade de mudança ou manutenção num programa eleitoral, o voto é comprado com sacos, canetas, falsas promessas e  festas publicitado em enormes out doors que na sua essência são apenas esbanjadores de dinheiro dum povo carente, num país e concelho onde há fome. Esta forma de política entre festas e acusações pessoais que ocupam as pessoas para desacreditar a política e adormecer as pessoas tem consequências no futuro. As inaugurações à pressa, a entrega de livros a pseudo solidariedade de campanha tem preços muito elevados no futuro. Porque é que só em vésperas de eleições se dá livros, quando houve já outros quatro anos? Porque é que nenhuma das forças políticas assume calendarizações de programa? Porque é que se marcam conferências de imprensa só para aparecer na foto e ser visível e não se debatem em sessões públicas os programas com os candidatos? Como é possível querer fazer parte dum executivo se não há seriedade em discutir e informar seriamente a realidade e os problemas do concelho? Uma vez mais se não houver uma reflexão profunda das pessoas haverá preços elevados a pagar até 2032 e os responsáveis irão se acusar mutuamente em redundância cíclica fazendo jogos de poder e bastidores tendo como vítimas as pessoas. Os sorrisos e as palmadinhas de campanhas virarão agruras do dia a dia. Cada voto é uma assinatura para o rumo do futuro e o analfabetismo político em nada o promove ou defende.Não é preciso fazer novos 25 de Abril para mudar o país para o desenvolvimento e democracia, o voto de cada um tem esse poder é preciso saber usá-lo, vender um voto ou entrar no delírio de festas de campanha pode conduzir a um beco sem saída por falta de projectos e ideias, depois não vale a pena lamentarem-se.
Pensem nisso

A força que falta

A CDU enceta nestas eleições autárquicas com projecto dirigido aos interesses do município e dos munícipes de Vizela em cada órgão autárquico do concelho. Entre esses projectos sobressaem a igualdade de tratamento para todos os Vizelenses, a solidariedade, o emprego, a relação com as juntas de freguesia e o rigor financeiro, que assumimos como compromissos prioritários e pelos quais daremos a cara até final do mandato. Não nos imiscuiremos em “guerras de propaganda de cartazes gigantes”, tão enormes quanto a dívida do município, pois há 22 ou 30 milhões de razões (nem nisso há consenso) para que esse despesismo fosse mais contido.

Somos uma candidatura provida de ideias e ideais que está para lá das imagens de marketing ou de apresentações mediáticas que envolvem sempre os mesmos mas para se esquecerem os de sempre. Catalisaremos o diálogo como forma de fazer política em detrimento à forma de estar de alguns eleitos de costas voltadas para a população seriando e dificultando o seu contacto. As nossas premissas assentam no diálogo e nas pessoas e num enquadramento de desenvolvimento de Vizela sem utopias, compadrios ou outro tipo de interesses, de forma solidária e humanista promover os valores da confiança, do respeito e da democracia plural, por forma a unir os Vizelenses.

A CDU sempre esteve na luta para a resolução dos problemas do concelho reportando-os a nível local mas também dos eleitos na Assembleia da República, independentemente dos resultados eleitorais, sendo assim a força que falta eleger. Vizela carece para a mudança dos eleitos da CDU e dar um termo à politica acaciana que se tem vivido entregue sempre aos mesmos, alguns tal qual  plantas parasitas abraçam o poder com se de tronco e ramos se tratasse  para melhor se aproveitarem, dele tirarem proveito e consumo, outros  até mudam de cenário à procura de protagonismo tal qual cataventos políticos.


Mais do que se lamentar ou resignar nos próximos 4 anos há agora a oportunidade da mudança, a mudança que Vizela precisa e não se ofuscar com o marketing, o supérfluo e as obras de última hora. Importa lembrar que assuntos tão fulcrais como as termas para lá de lavagem de rosto sumária contínua a ser na essência um enorme cartaz, uma continuidade congelada onde as acções políticas não passam de logro para incautos.
Pesem nisso

Pálido Abril


Cravo rubro esmorece
ante um povo resignado.

Liberdade é uma pluma 
que o vento embala no ar
e flutua tão leve
em percurso tão breve,
carece de alento para voar
numa emancipação
de papoilas floridas!

Aurora de Abril empalidece
a sua delicadeza revolucionária.

Gaivotas assustadas
emitem gritos e lágrimas
ante abutres famintos
de medo, de fome
incubam mentiras
e hipocrisias
no cume dos penhascos
do seu interesse!

Povo sem voz nem força,
forças armadas aquarteladas.

Grândolas desilusões,
atropelo fraterno
numa desigualdade
sem tréguas nem terra
e as azinheiras sucumbem
de solidão, exacerbada 
da ausência
de risos de criança!

Primavera adormecida
em névoa corrosiva.

Abril moribundo
sem flores, nem cores
dilacera gente
em trilhos de partida
sem destino
nem vontade de regresso,
agrilhoa um país
a coisa nenhuma!

Entre tanto 
definhamos
morremos...

António Veiga in poemas Completos



 
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