Casamentos


Haverá ou não vantagens pra o novo tema lançado à sociedade civil pelo PS que é o casamento entre Homossexuais? Um casamento deveria fazer-se entre os pensamentos de amor e paixão; talvez fosse essa a intenção sublime; ela nem sempre é concretizada e aí está a origem da imperfeição das leis. A constituição Portuguesa refere que não pode ser vedado a nenhum cidadão acto social em função da sua ideologia, credo ou orientação sexual; sendo o casamento actualmente, sob o ponto de vista legal, um contrato estabelecido entre duas pessoas de sexo oposto talvez seja segregante a sua restrição aos indíviduos de orientação homossexual. No entanto, é curioso numa época em que o casamento nos moldes tradicionais está posto em causa queiram os homossexuais estabelecê-lo. Muitos há que vêem nestas uniões um procedimento anti natura, esquecendo que facto alguns casamentos levados a cabo por heterossexuais também pelo comportamento dalgumas relações são também autênticas aberrações e que passivamente a sociedade aceita. Charles Fourier dizia que: "o casamento parece ter sido inventado para recompensar os perversos ", referindo que a limitação de parceiros era anti natura.. Porém nalgumas sociedades onde a instituição do casamento estava em desuso tem ganho ultimamente algum interesse e mesmo procura. Os tempos actuais cada vez mais assentam em contratos estabelecidos entre os seus elementos daí talvez esse interesse. Assim, o casamento dá um limite ao indivíduo, e por conseguinte, segurança à colectividade. Pensando-o dum modo séptico talvez haja maior pressão por parte social que individual, daí que o casamento de homossexuais é a sua forma de exigirem da sociedade respeito que a mesma lhe tem negado. Talvez com a aprovação destes novos casamentos se reinvente o casamento que muitos casos acaba por ser resumido nas civilizações judaicas segundo Hippolyte Taine como: "...aprende-se a conhecer por três semanas, ama-se por três meses, discute-se por três anos, tolera-se por trinta anos - e os filhos recomeçam" .

Pensem nisso
 
António Veiga

2 comentários:

josé manuel faria disse...

- Bom post.

Em todos os partidos ainda há muitas objecções,e creio até, que a maioria da população nacional não concorde,no entanto não será por isso que o PS/BE/PCP/PEV e alguns deputados do PSD votarão a favor.

Chocapic disse...

Eu acho que tem de fazer-se uma coisa meia.
En Espanha, o maior problema foi chamar as unioes de homosexuais "casamento". "Casamento" é uma palavra religiosa, do cristianismo, que só concebe a uniao de duas pessoas de diferente sexo.

Legalmente, pelo articulo da igualdade entre todas as pessoas independentemente do sexo, religiao, orientação sexual,... duas pessoas homosexuais deveriam por ter uma uniao como o "casamento", nos termos legais do "casamento".

Mas o problema foi que o PSOE (PS espanhol) queria aproveitar para tirar redito politico dos "anticatólicos" a iniciar uma "guerra" entre Governo e Eglesia e assim esqueser outros problemas que tem Espanha e que o PSOE nao save como afrontar (o nao quer, a saber que isso pode sopor uma perca de votos).

Pessoalmente, acho que um tipo de uniao entre 2 pessoas do mesmo sexo ao mesmo nivel do "casamento" deve existir. Mas nao como o nome de "casamento". Só por ter o mesmo nome já vai ter a oposiçao da direita, e acho que o importante nao é a discussao pelo nome, senao o significado para as pessoas que vao por disfrutar de esa nova figura legal, que egualaria os privilegios das unioes hetero e homosexuais.

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