Contradições dos tempos

The world looks to Haiti as a country adrift with no future
Haití, nos guste o no, su existencia se reduce a una sucesión de momentos de sufrimiento atrapada entre "todo" lo que quedó atrás y "nada" que tenem por delante
Le monde regarde pour l' Haïti comme un pays à la dérive et sans avenir, et on nous fait croire que la faute n'est que des Haïtiens.
Haiti è sempre stata un paese di sofferenza, questo terremoto è stato il culmine
Cada vez mais se pensa que com o mal dos outros vem sempre o benefício de alguém. Este pressuposto egoísta ilustra bem a sociedade mercantilista que temos e desprovida do verdadeiro sentido de solidariedade. O Homem perde toda a sua capacidade de altruísta e torna-se num verdadeiro mercenário. Invoca ou defende-se em Deuses pregando doutrinas que na maioria das vezes não aplica, fazendo crer que pequenos gestos seus visando interesses são personificações divinas. Muitas vezes em fundamentalismos adultera possíveis objectivos reais das religiões sendo as mesmas movidas por intertesses e estratégias. O homem actual fica no ponto de vista metafísico perdido. Mas, logo que o homem descobre que este mundo não é senão construído sobre as suas próprias necessidades psicológicas e que ele não é de nenhum modo obrigado a acreditar nele, vemos aparecer a última forma do niilismo, que implica a negação do mundo metafísico e que a si mesma se proíbe de crer num mundo verdadeiro. Alcançado este estado, reconhecemos que a realidade do devir é a única realidade e abstemo-nos de todos os caminhos afastados que conduziriam à crença em outros mundos e em falsos deuses - mas não suportamos este mundo que não temos já a vontade de negar. O futuro é aceite num destino incerto e passivamente apenas se materializa o dia a dia.


O caso do Haiti é por si uma ilustração do quão arredado andam os Deuses dos pobres e simultaneamente a hipocrisia no apoio do mundo desenvolvido. A ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão (pequeno crocodilo abundante na região), cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de Gonâve, mas o facto é que os tempos e a História têm eles mesmo devorado a população desta ilha. A própria História do Haiti é uma permanente luta e remonta muito antes da nossa era. Provavelmente, os primeiros Homens chegaram ao Haiti há cerca de 10 000 anos sendo na altura uma ilha povoada na sua totalidade por indígenas que após a descoberta da ilha na viagem de Colombo foram tornados escravos e mais tarde com o declínio do império espanhol passa a ter ocupação Francesa principalmente dos piratas tendo a população indigena praticamente sido extinta. Mas, o Haiti e também o primeiro país latino americano a ter movimentos independentista tendo adquirido a independência da França a 1 janeiro de 1804., Anos depois dá-se a separação dos Dominicanos que se anexam a Espanha tendo a sua independência ocorrido em 1865.
Os crescentes conflitos na zona, economia caótica e a instabilidade institucional levaram os EUA a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo. A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas impediam a anarquia e a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os EUA retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário. O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier, mas este país tem estado sempre em permanentes conflitos tendo culminado na actualidade com o forte sismo, que a faz vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso.
Faz-se História com a permissão de Cuba aos EUA da utilização do seu espaço aéreo para o corredor humanitário. Mas, facto é que o país se enche de jornalistas e a ajuda humanitária tarda. Faz-se crer que o mesmo se deve aos Haitianos pela sua falta de organização, pois se fosse um ataque militar metade dos requisitos não eram exigidos. Porque, os interesses concertexa eram outros. É óbvio que é mais fácil movimentos destruidores que movimentos humanos, e uma vez mais a hipocrisia dos interesses vem ao de cima, deixando os Haitianos entregues ao seu destino aos quais chega primeiro outro terramoto que a ajuda humanitária. Fiacando uma vez mais milhares de seres Humanos a acreditar num vazio e sem nada e com fome e sede no limiar da existência  perde-se todo o sentido e o caos instala-se, e uma vez mais querem-nos fazer crer que a culpa é dos haitianos..
Mesmo os países que se envolveram na sua colonização como a Espanha, a França e de certa forma os EUA, olham para o Haiti como um país sem rumo sem futuro, daí que ao estenderem a mão para ajudar rapidamente virarão as costas a não ser que interesses maiores se avistem, pois ao que parece por aquelas bandas não há petróleo e o negócio de armas sempre interessou, e até o Deus temerá dar uma ajuda aterrorizado pelos ritos do vodu. O Haiti, quer queiramos quer não, a sua existência resume-se a uma sucessão de instantes de sofrimento aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que têm pela frente Talvez todo o azar que os bafeja seja a sorte de outros que vão tirar partido da sua reconstrução e provavelmente o povo Haitiano vai continuar a ser o menos beneficiado.

Pensem nisso

António Veiga

2 comentários:

cathoune disse...

coucou
Je reviens un peu sur ton blog... Mais je n'ai pas trouvé le traducteur... je ne sais pas où il se trouve sur ton blog, aussi j'ai du mal à comprendre... Je suis désolée, il y a l'air d'avoir des tas d'articles intéressants, mais malheureusement je ne comprends pas un mot... J'ai vu une phrase en français sur haiti, mais ça ne m'a pas aidé beaucoup dans la compréhension du contenu de l'article...
C'est dommage...
Tu m'as l'air d'être quelqu'un de très cultivé et qui a de nombreux centres d'intérêt...
J'ai demandé à mon mari qui est espagnol, s'il arrivait à en comprendre le sens, il comprend un peu parce qu'il dit que le portugais, et l'espagnol, ça se ressemble un peu...
Mais, moi, je crois, qu'il n'a pas tout compris loin de là... Alors, je sais pas comment on va pouvoir faire pour s'en sortir...
Par contre, j'ai vu que tu avais "les mêmes poissons que moi"... sur mon blog...et je les ai nourri parce qu'ils étaient affamés... (les poisson)... ça m'a fait "rigoler"...
Je te fais de gros bisous... à bientôt cathy

ROSARINHA disse...

Caríssimo! Permita-me...
Todo o universo está submetido a um eterno fluir e a vida requer contradição, antagonismo, guerra. Nós mesmos somos e não somos, porque existir, viver, significa tornar-se, ou seja, mudar a própria condição atual por uma outra.
Cada coisa está submetida ao tempo e a transformações infinitas, não há nada no mundo verdadeiramente estático e mesmo o que parece parado ou constante é na realidade mutável, como a água do rio... O ser das coisas é o seu devir... (Heráclito)

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