La Navidad es un periodo en el que hay una exageración de los alimentos en relación con las necesidades diarias de cualquier ser humano.
Christmas is a period where there is an exaggeration of food in relation to the daily needs of any Human Being.
Noël est une période où il ya une exagération de la nourriture par rapport aux besoins quotidiens de tout être humain.
Natale è un periodo in cui vi è una esagerazione di cibo in relazione alle esigenze quotidiane di ogni Essere Umano....
O Natal é um período de contrastes e de ímpetos. Durante este período escreve-se e enaltece-se os mais rnobres sentimentos, fala-se de família, ficamos atordoados pelo incentivo feroz do consumismo, há música, magia, azáfama, prendas, mas há solidão, tristeza, abandono, miséria, fome... è nesta altura que os velhos são esquecidos nos lares ou Hospitais onde alguns filhos nem sequer os vão visitar. É nesta altura que o contraste é visível entre os que se esforçam para ter uma mesa com iguarias que não entram no ano inteiro e os que esta época é um reforço para o esbanjar de iguarias no ano inteiro. Independentemente de todos estes contrastes o Natal é um período onde há um exagero em comida em relação às necessidades diárias de qualquer ser Humano.

É o fruto da época, mas é na confecção dos alimentos que a evolução do Homem se inicia. Se não cozinhássemos ainda estaríamos crus... Diversos estudos paleontológicos confirmam que preparar a comida ao lume melhorou o funcionamento do metabolismo humano e e abriu decisivamente o caminho evolutivo do Homo Sapiens, pois isso implicou o domínio do fogo. A informação fornecida por vestigios pré-históricos encontrados em cavernas e refúgios, comprova-o. Para lá de mudanças anatómicas, como o aumento do cérebro, a confecção de alimentos e o seu consumo criou comportamentos sociais e o desenvolvimento da linguagem humana, que surgiria em consequência das reuniões nocturnas em redor do calor das fogueiras, depois duma refeição colectiva. Uma vez saciada a fome, na calma da noite, surgia a interacção e a comunicação oral das experiências. Como os alimentos se tornaram mais moles pela sua cozedura ao lume, comiam-se mais rápido que os alimentos crus ganhando assim a espécie Humana mais tempo para fazer outras coisas ao contrário de outros primatas que passam metade do dia a mastigar.

Assim durante o dia os homens passavam o tempo a dominar território e a perseguir presas, em contrapartida as mulheres para lá do tratamento das crias dedicavam-se à recolha de complementos para a confecção dos alimentos que os homens traziam. Foi a cozinhar que se promoveu uma das características que distingue a sociedade humana e assegurou a sua sobrevivência, foi na busca dos alimentos e da defesa que o Homem se sediou e organizou os primeiros povoados em locais estratégicos. A cozinha teve uma evolução cultural face à história do Homem, tendo sido sofisticada em momentos de grande abundância como se de arte se tratasse e, motivo de conflitos, exclusão e guerra noutros períodos. Lamentavelmente com toda a evolução Humana ainda hoje a fome e a busca dos alimentos é fonte de exclusão e conflitos havendo noutros lados do Planeta consumos excessivos que lhes desgastam os recursos.

Se todos os habitantes da terra consumissem recursos como a média dum cidadão europeu ou norte-americano seria necessário que o nosso planeta tivesse sete vezes o seu actual tamanho, daí podemos perceber a disparidade. Todavia para os que têm a sorte de viver numa sociedade próspera, a alimentação tornou-se paradoxalmente, um problema de saúde, pelo consumo excessivo e pelo sedentarismo que a acompanha, tal como acontece nesta época das festas de Natal e Ano Novo. Entre todo este espírito natalício, nós, os seres humanos, somos a evolução de "símios" que cozinham, criaturas literalmente forjadas ao lume enquanto aguardamos pela comida.

Comer é uma necessidade fisiológica/ biológica, que o homem associou a um fenómeno social, cultural, espiritual/religioso e económico, constituindo eventos tradicionais, comemorativos, festivos ou rituais religiosos condicionando os nossos hábitos e a nossa visão mundo, na qual cozinhar ocupa um papel fulcral, sendo o Natal o exemplo disso pela sua globalização não só conseguida como evento cristão mas também pela capacidade publicitária para o consumo que o globalizou, sendo a figura do Pai Natal (reinventado pela Coca Cola) quase uma imagem de marca que alguns países católicos vão tentando colmatar.
Independentemente dos credos, importa aproveitar este período festivo, em momentos de tertúlias à volta dos alimentos e na companhia dos familiares/amigos aquecidos na luz da fogueira, afinal é um voltar às origens e é nisso que se deveria alimentar o Natal.
Pensem nisso