Floresta: um mundo de sonho e riqueza

Trees and forests are an integral part of the planning area.
La forêt est un élément durable de la structuration du territoire à composer quelques-uns des écosystèmes les plus riches en biodiversité et en intégrant le cycle de l'eau et de carbone.
Portugal se encuentra entre la más alta proporción de las áreas forestales y proporcional a la superficie en comparación con otros países europeos
 La politica forestale dovrebbero riconoscere le vere ragioni per cui è necessario garantire un livello di investimenti in riforestazione e gestione forestale

Aproveitando o belo que as florestas têm convido-vos a mais um safari fotogáfico, deixando-vos no fim com com uma música que vos pode servir de tema à visualização das fotografias; após uma curta meditação sobre a importância das árvores não só na economia, como no equilíbrio ecológico e na sua capacidade de despertar sentimentos a nós Homens, como o medo, o sonho, a tranquilidade, etc. As árvores e a floresta devem parte integrante do ordenamento território. A floresta é um elemento perene de estruturação do território compondo alguns dos ecossistemas mais biodiversos e integrando os ciclos da água e do carbono. Esta estrutura inclui todas as florestas cuja vocação é predominantemente produtiva. As árvores demoram tempo a crescer e ocupam o território durante largos períodos. Em múltiplas tradições, nomeadamente entre os Celtas, a floresta era um verdadeiro santuário em estado natural: na floresta de Brocéliande, na Bretanha, os sacerdotes (druidas) reuniam-se para as cerimónias rituais, à semelhança do que acontecia entre os Gregos, por exemplo, com a floresta de Dodona. Na Gália, aliás, os templos de pedra só foram construídos por influência romana, após a conquista. Existe, pois, uma estrita equivalência semântica, na época antiga, entre a floresta e o santuário. Aliás, a árvore, um dos grandes arquétipos da Vida, faz parte integrante de florestas, bosques e até selvas, e representa sempre, em todas as tradições e culturas, do ponto de vista simbólico, o intermediário, por excelência, entre os três níveis do cosmos: o nível subterrâneo – já que as suas raízes mergulham no mundo ctoniano; o mundo terreno – o tronco ergue-se, vertical, convivendo com os demais elementos da natureza; e o plano aéreo – a copa frondosa, com os seus ramos, rebentos, flores e frutos, ergue-se para o céu, numa prece contínua ao transcendente e ao divino, testemunhada por todos os povos.

Talvez seja por tudo isto que, em termos psicanalíticos, a floresta se encontra entre os grandes símbolos do inconsciente. Se pensarmos nos contos de fadas, lendas e mitos de muitas tradições, ou no folclore popular do mundo inteiro, veremos que neles abundam imagens de florestas que devem ser percorridas, atravessadas, e desvendadas nos seus caminhos labirínticos. É por isso que hoje vos convido a um pequeno passeios por entre uma pequena mancha verde de floresta deste pequeno país bem arredado na latitude da Europa, um momento para relaxar e ver o Outono a cair a despedir-se do Verão e a antever o Inverno.
Portugal proporcionalmente têm uma das maiores áreas de florestas proporcional e comparativamente à área de outros países Europeus, sendo o seu território ocupado por árvores autócnones e de múltiplas origens tendo o passado histórico grande peso nessa diversidade. A função estruturante do território e os benefícios ambientais no longo prazo são homólogos dos horizontes de investimento muito alargados e das baixas rendibilidades florestais. Pode dizer-se que a floresta gera benefícios que, em larga medida, se mantém externos à análise dos investimentos florestais. Porém, a introdução de algumas espécies como o eucalipto em busca do rendimento rápido veio adulterar a massa florestal e simultaneamente diminuir o equilibrio que o ecossistema exige, fazendo alguma aridez e pressupondo para os incêndios. A falta duma política florestal adequada tem posto a floresta em perigo.

Existe também um conjunto de factores que dificultam o investimento, multiplamente relacionados com as externalidades ambientais e sociais. Um factor chave do investimento florestal é a propriedade da terra. A grande fragmentação da propriedade dificulta o investimento porque as propriedades não têm dimensão adequada para serem geridas de forma rentável. Em muitos casos, a situação de registo e localização espacial das propriedades é precária. Outro factor chave é a maturidade e rendibilidade: horizontes de várias décadas e baixas rendibilidades geram o desinteresse dos investidores. Desde a primeira dinastia que o poder público reconhece os benefícios ambientais da floresta (D.Dinis pretendia, com o seu famoso pinhal, proteger terrenos agrícolas da invasão das areias litorais). O século XX não foi excepção uma vez que, mais ou menos explicitamente, os benefícios ambientais fazem parte da justificação do apoio público ao investimento. O problema do presente é que a participação pública no investimento não parece ser suficiente para o estimular. A política florestal deverá reconhecer as verdadeiras razões pelas quais é necessário garantir um nível de investimento na arborização e gestão florestal superior aos poucos e controversos milhares de hectares de arborização líquida anual de que hoje dispomos.
As medidas e o seu dispositivo de aplicação deverão utilizar e aumentar o a iniciativa existente (nos sectores público e privado), e a presença de todos os parceiros que são necessários à solução do problema:
  1. A iniciativa política de orientar os apoios ao investimento florestal para a detecção perspicaz e o apoio eficaz a iniciativas
  2. A iniciativa das autarquias locais porque o planeamento do território municipal, a estruturação da propriedade, a detecção de iniciativas ligadas ao desenvolvimento local e a necessidade de promover a boa gestão de uma parte significativa dos espaços florestais públicos e comunitários
  3. A iniciativa privada, criando novas soluções de investimento e de aproveitamento dos recursos florestais e aumentando a eficiência das actividades já existentes.
  4. A iniciativa de integração das políticas agrícola, de ambiente, de ordenamento do território e de conservação da natureza no âmbito florestal:
  5. A iniciativa dos técnicos e cientistas, nas áreas florestal, do ambiente, da economia e do direito
Imaginemos o nosso território daqui a cinquenta anos (os florestais têm o mau hábito de falar em períodos de cinquenta anos como se fosse depois de amanhã...). Imaginemos que se mantêm baixos níveis de investimento e gestão florestal, que os apoios de que temos vindo a usufruir diminuem, mais ou menos, dentro de poucos anos. Isto tenderá a baixar a qualidade da floresta como elemento estruturante do território e a agravar os efeitos negativos da ausência de gestão: menos produtividade e emprego, mais incêndios, menos fixação de carbono, menos biodiversidade. Estes efeitos serão particularmente sensíveis nas regiões onde a base produtiva esteja mais dependente da floresta e onde os impactes ambientais negativos afectem a vida e a actividade dos cidadãos de uma forma mais directa. As florestas são de facto uma mais valia, há que começar hoje e repensar o futuro, pois um país que prima os seus espaços verdes e dele consegue tirar proveitos duma forma equilibrada e ordenada acaba por ter aí não só um fonte de receita mas consequentemente uma fonte de beleza. Sabiamente o meu avô dizia que se as árvores dão fortuna só no futuro então conservem-nas e  plantem-nas já!
Pensem nisso








































Homem de Sucesso

L'homme d'aujourd'hui vit noyé dans leur propre succès!
The man now lives a life of plastic, disposable indeed!
Es la vida del hombre de hoy significa más allá del consumo?
L'uomo di oggi è piena di conoscenza e privo di idee!




Cinzento nas ideias
calcorreias labirintos
de desprezo
em desgastes
de vida cronometrada.
Vendes as entranhas
despojadas de credo
embustes de gente,
farsa de pessoa!
Veste-te no senso comum
acomodas-te na vulgaridade!
Perdido como ave sem rumo,
rumas perdido no destino.
Copias vozes
imitas gestos:
Lapsos de existir!

Habitas no cimento
da vaidade cúbica.
Reforças as ideias
luminosas de fotões
que brilham nos media!
Teorizas o espaço na redução
dos limites elevados a nada!
És senhor do mundo
lacaio do tempo
escravo das tuas depressões.
Olhas sem nada ver
pensas sem reflectir!
Invocas Deus
apenas na suplicas
mas veneras
o consumo.

No negro da alma magoada
adormeces embalado
nos teus haveres!
Vives num prazer
tão fugaz
quanto a existência!
Vendido e comprado
como economia paralela
amas o brilho da ribalta!
Embora cego e perdido
fascinas-te!
Não há lamento, tormento
É viver a dor do nada,
É o desnudar de ideias
e vontades colectivas!
Simplesmente
és o âmago da sociedade:
o Homem de sucesso,
que não luta,
não reune,
não cria,
não acredita
não coopera,
tudo justifica com economia:
o ar que respira
a vida que se depara
os prazeres que tem
os ódios que conquista.
Permanece
entre o cimento
no alcatrão
no roncar dos engenhos
ou no brilho
das luzes de hoje
que serão
os resíduos
de Amanhã!
O Legado
do Homem de Hoje,
um Homem de sucesso!

 
Pensem nisso


António Veiga, in poemas completos

D. Besouro e suas Formigas

Las historias de los niños ayudan a los niños a entender la realidad, pero la realidad es mucho más complicado que los cuentos infantiles.
The children's stories help children understand reality, but reality is much more complicated than children's tales.
Le storie dei bambini aiutano i bambini a capire la realtà, ma la realtà è molto più complicata di storie per bambini.
Les histoires des enfants aide les enfants à comprendre la réalité, mais la réalité est beaucoup plus compliqué que les contes pour enfants.


Os contos infantis servem muitas das vezes como aproximação entre as crianças e os adultos e na sua maioria ilustram à criança cenários imaginários que ilustram a realidade, deixo aqui um para os leitores deste blog relembrarem tempos de criança ou a sua actual realidade, vão com eles onde o vosso imaginário vos permitir:
Era uma vez no reino dos insectos uma pequena formiga que conjuntamente com as suas amigas, todos os dias, chegavam cedinho ao seu emprego onde executavam com dedicação e empenho todos os seu esforços no bom desempenho do seu trabalho. Eram umas formiguinhas produtivas, cujo trabalho as realizava e as fazia felizes.
Impondo-se pela força um gigante Besouro tomou o poder desse reino, enquanto reinava fascinava-o o trabalho das suas súbditas formigas. A força do respectivo trabalho sustentava quase em absoluto o reino e fornecia aos poucos excedentes que permitiam o comércio com outros reinos. Sentindo-se mais poderoso, o rei  Besouro, pensou: " Se as formigas sem supervisão produzem desta forma e enriquecem o meu reino, concerteza seriam ainda mais produtivas se fossem supervisionadas. Durante dias pensou em quem haveria de nomear para tal cargo, surgiu-lhe à ideia a sua boa amiga Barata a quem devia alguns favores e tanto mais que o seu filho andava perdido de amores pela filha. Criou então um ministério onde a sua amiga íria exercer e criou um salão digno da importância e da sua amizade.
A Barata ficou deveras agradecia por tão honrosa nomeação, por momentos deixou-se levar pela contemplação de tão luxuosos aposentos, todo revestido com os materiais mais preciosos importado doutros reinos. Para mostrar a sua gratidão preparou os mais belíssimos relatórios, pois tinha alguma experiência como supervisora, necessitando para isso de viajar por todo o reino e pelos reinos vizinhos para estabelecer comparações.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída das formigas. À medida que ía supervisando e colhendo informações a pobre da Barata cansada de tanto trabalho teve de pedir ao seu real amigo que lhe nomeasse uma secretária para ajudar a preparar os relatórios. Havia muitos pretendentes, mas a sua fiel amiga Aranha poderia ser uma boa aquisição tanto mais, ela estava numa situação melindrosa por causa das desavenças que tinha com a D. Mosca. A Aranha inicialmente era incansável na complementarização dos relatórios da D. Barata. Sua Alteza Real o Besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
Apercebendo-se do cargo ocupado pela Aranha a D. Mosca foi falar com sua alteza o Besouro, fez-lhe ver que a Aranha era um elemento muito instável e poderia até conspirar contra qualquer insecto. Depos dum longo depoimento sua alteza real o Besouro percebeu a necessidade de ter alguém que fiscalizasse a evolução dos trabalhos e deu à D. Mosca o cargo de vigilância mas secretamente, para isso arranjou-lhe uns aposentos no alto do seu reino donde podia vigiar todos os súbditos com a obrigatoriedade de relatórios antes que o sol caia no Horizonte.
No ministério D. Barata e a D. Aranha andavam numa azáfama constante, a exigência dos relatórios era cada vez maior, já não havia tempo sequer para atender ostelefones que não paravam de tocar. D. Barata reclamava constantemente com a D. Moscas por algumas demoras. Exausta, esta última contrata uma secretária e a sua prima carraça desempenharia o cargo a seu gosto, podendo ela ter algum descanso se ela ficasse a organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas. Para aliciar a sua prima deu-lhe um gabinete e comprou-lhe um computador com impressora colorida. Por momentos a calma voltou ao ministério e a qualidade dos relatórios eram exemplo disso.
Do alto do reino, D. Mosca, nos seus voos apercebeu-se de alguma intranquilidade que havia no reino nomeadamente entre as formigas e relatou o facto a sua alteza real o Besouro, referindo que a formiga produtiva e feliz, começava a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
Sua Alteza Real concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma D. Cigarra, outra sua grande amiga e que tinha ficado muito melindrada pela nomeação da D. Barata para o cargo do ministério. E, não querendo ficar atrás mandou forrar dos melhores materiais as paredes do seu escritório e mandou colocar uma carpete no e comprar uma cadeira especial... A nova gestora D. Cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente, a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e o controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava e cada vez ia ficando mais aborrecida e desmotivada.
A cigarra, então, convenceu a gerente D. Barata, que era preciso fazer um estudo do clima e nomearam a empresa do filha da D. Barata que necessitou formar quadros na área e pedir acessorias às empresas que contribuiram na construção dos gabinetes e nas obras do reino. Chegou-se à conclusão que eram necessárias novas vias de comunicação pois a demora estava na distribuição do produto de trabalho da formiga e solicitaram o respectivo financiamento a Sua Alteza.
Mas, sua Alteza Real o Besouro, ao rever as contas, deu-se conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou o D. Escorpião, um prestigiado consultor, muito famoso, para que fizesse um diagnóstico inciso da situação. D. Escorpião permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes, que concluía: Há muita gente a mais nas empresas do reino, é necessário cortar no vencimento e despedir alguns!!
D. Besouro reflectiu profundamente no assunto, relembrou todos os relatórios para tomar a medida mais justa para o seu reino que se afundava em dívidas porque já não tinha nada para exportar afim de pagar os luxos que importava. Depois dessa reflexão chegou à conclusão que a formiga era a causadora de todos estes gastos e a promotora de toda a situação, então seria necessário tomar medidas duras com elas: despedir uma boa parte delas e reduzir o salário às que ficassem. Sentiu-se como o rei Salomão do seu reino. Nessa mesma noite escreveu por seu punho tal decreto e para mostar a sua grandeza autorizou também a aquisição de materiais aos reinos vizinhos para uma nova pista de aterragem para moscas e melhores/maiores carreiros para que todos andassem rápido no seu reino. Enobrecido no seu gesto deitou-se e dormiu descansado pois cumprira de uma forma sábia o seu papel de líder.

Nessa noite as formiguinhas curtiam a fome e a insónia olhando o céu escuro, temendo que os próximos despertares do sol no horizonte trariam tempos tão negros quanto a noite...

É sempre dificíl e tenebroso assistir à queda dum império (reino, governança), por isso embalem-se na queda do Império mais suave, na voz de Vitorino, uma canção retirada do cancioneiro português:

Fado e Sebastianismo

La crise est une invention du système politique et économique à dompter les forces populaires. Le Portugal est un pays où la crise a toujours servi à protéger les erreurs des politiciens.
La crisi è un'invenzione del sistema politico ed economico per sottomettere le forze popolari. Il Portogallo è un paese in cui la crisi si è sempre servito a tutelare gli errori dei politici.
The crisis is an invention of political and economic system to subdue the popular forces. Portugal is a country where the crisis has always served to protect the mistakes of politicians.
La crisis es una invención del sistema político y económico para someter a las fuerzas populares. Portugal es un país donde siempre la crisis sirve para proteger a los errores de los políticos.

Cumpre mais de um ano que o actual edil se encontra em funções e pouco cumpriu em relação ao que se comprometeu. A estagnação de Vizela é ainda mais exacerbada que o marasmo do país, embalados num canto de sereia pelos poucos que controlam e beneficiam deste estado letárgico.

A crise, entidade de referência para a escusa dos políticos em exercício tem sido citada como um bode expiatório, da inércia das políticas inadequadas. Há décadas em que a crise é a aliada mais fervorosa de quem está no poder, quase funcionando como um braço direito, permitindo o adiamento de medidas concisas e adequadas. Conjuntamente com a crise opta-se por dividir o povo para governar, enaltecendo-se o “Sebastianismo”, proporcionando o “Chico-espertismo” e vaticinando segundo o “Fado”. Vizela tem alguns exemplos evidentes para os que se evoca a crise como culpada.
Na preservação ou busca de poder não importa ser cisante, pois é mais fácil dominar facções que a unidade, a fractura desta ultima permite o controlo estratégico, muitas vezes por troca de interesses ou proveitos levando a que assuntos de interesse municipal tão tardiamente criem consciência colectiva, e quando acontece são despertares tímidos.
O fecho das Termas e a conduta tomada durante todo o processo é um exemplo disso. As propostas apresentadas pela concelhia do PCP que na altura foram ignoradas ganham cada vez mais razão com o passar dos tempos, e os que afirmaram ser detentores de todas as soluções clamam agora a força do povo. Sem outras saídas clamam a crença da intervenção do exterior que aparecerá magicamente tal qual D. Sebastião numa manhã de nevoeiro, crentes na espera como se de um Fado se tratasse quando não se vislumbra viabilidade.
As Termas continuam fechadas. É a crise!
São um exemplo extensível a outros projectos que estrategicamente se acomodam nas intenções depois de terem servido o propósito de perpetuar postos e influências, esperando o momento e a oportunidade de serem outra vez oportunas para este ou aquele oportunista.
O município vai perdendo reais potencialidades, ganham-se vitórias morais em vez de conquistas concretas e no fundo os vencedores são só primeiros a bloquear o progresso à medida que confundem os mais distraídos nas mudanças de opinião de acordo com o que dita o mediatismo. Como no célebre adágio “ vão-se os dedos e ficam os anéis”, também aqui se foram as Termas ficaram s edifícios, a carcaça de um hotel e o fantasma de uma vantagem económica ante esta crise que não pode acabar pelo bem daqueles que ela justifica.

Pensem nisso


Orçamento

Soneto quase inédito de José Régio, grande poeta Português,  ilustra o desassossego actual do orçamento, a qualidade dos pensadoresd realmente não se perde nos tempos:

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

JOSÉ RÉGIO






Acusando o tempo!

Life is all about timing... the unreachable becomes reachable, the unavailable become available, the unattainable... attainable. Have the patience, wait it out It's all about timing, but the only reason for time is so that everything doesn't happen at once.
Tiempo es la medida del movimiento entre dos instantes y el instante es la continuidad del tiempo, pues une el tiempo pasado con el tiempo futuro, pero los hombres todavía comete muchos errores a través del tiempo.
Le temps est la mesure du mouvement entre deux moments et le moment est la continuité du temps, il unit le passé avec le futur, mais les hommes continuent de faire beaucoup d'erreurs au fil du temps, on desire que le un jour qui se lève est l'aube d'un nouveau pas sur le chemin de l'évolution, de la croissance de l'être et - qui sait ? - de la sagesse.
La raccolta di tempo aumenta alla vita, perché poi parlerò del tempo sul mio blog

 
O tempo é o real condicionador das nossas vidas e dos tempos que correm, tudo se perde e ganha no tempo e nem a sua relatividade condicionam a sua valência como a variável mais constante da vida, talvez mais do que nunca marcando-nos como seus escravos num tique taque cadenciado mas perpétuo. Em cada segundo que passa apercebo-me aos poucos, que o tempo não pára, as pessoas não esperam os momentos não congelam. Quão fácil a ilustração dessa sensação, posso com variadas situações que ocorrem, ocorreram e vão ocorrendo na nossa vida. Pensando em termos mecânicos e num sentido estrito, tempo é a quantidade do movimento de um corpo ou sistema de corpos medida analogicamente pelo movimento de outro corpo, assim sendo condicionamos a nossa vida à avaliação escalada de comportamentos puramente mecânicos, talvez seja um erro: por tudo o que esperamos, pelas pessoas que não partem, pelos amigos que não desiludem, pelos momentos que não se apagam, pelas frases que se disseram, por tudo o que se mantêm, nesses casos, a vida vale mais do que o tempo, é mais que mecânica, pois sorrir é um prazer que nos é inato, e com certeza a unidade de referência não é o tempo...
O tempo não pode avaliar com precisão a evolução na sua cronologia: o futuro nasce nos enganos e erros do hoje e o passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente. Basta pensarmos nos erros ciclicos do Homem na sua história e contínua a repeti-los, negando-se o silogismo que o tempo amadurece e ensina, e os acontecimentos repetem-se em nome dos tempos e do dinheiro, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades mas mantém-se os vícios e os defeitos. Mas, numa perspectiva mais ampla o tempo é um acontecimento que ocorre depois de outro, em que pode-se medir o quanto um acontecimento ocorre depois. A separação dos dois acontecimentos é um intervalo; a quantidade desse intervalo é a duração. Pressupõem-se assim, por exemplo, que um sorriso tem que ter uma duração e a seguir ao qual deve ocorrer outro evento. Valoriza-se assim o ditado popular que não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, ou seja indo de encontro à teoria: o tempo não flúi imutavelmente, embora tenhamos a sensação que em cada primeiro dia do ano a vida recomeça, mas efectivamente ela continua negando o evidente.
Independentemente saber que o tempo flúi expande-se lentamente, desde o big bang, fazendo crer na teoria de Einestein que o tempo não é uma constante mas uma variável. Um segundo sempre será um segundo, mas a cada segundo que passa o intervalo de tempo terá a duração relativa da sua vivência, pois 60 segundos esperando por alguém que se deseja tem uma relatividade maior de grandeza que os mesmos sessenta segundos vividos na companhia dessa mesma pessoa, sem incluir outras variáveis que influenciam o ser Humano como a luz ou patologias. O tempo é assim a avaliação do que vive ou espera mas também por tudo o que não espera, pelas pessoas que partem, os amigos que abandonam, pelas recordações que morrem, pelas frases que matam uma parte de nós, pela indiferença, nestas situações,sentimos a necessidade de culpar alguém, de encontrar soluções e respostas. Mesmo quando não temos respostas como por exemplo para este delírio universal de crise que arrasta numa depressão colectiva nos tempos que vivemos, não passa de uma firme e persistente ilusão.
Pensando assim procuramos, perdemos tempo a mentalizar-nos, nem que seja forçadamente, e nem sempre existe uma explicação, uma razão óbvia para algo, simplesmente é assim, acontece...e nada nem ninguém é responsável por tais acontecimentos!! A culpa não é nossa, a culpa não é do governo, a culpa não é da oposição, a culpa afinal não é de ninguém! Se tivermos mesmo de culpabilizar alguém se para conseguirmos avançar temos de encontrar uma luz, por mais ténue que seja... Culpemos o tempo!!! Porque foi ele que não parou foi ele que permitiu, foi ele que testemunhou, é ele que não volta nunca atrás, é ele que nunca perdoa, mas afinal é o nosso tempo, fruto dos tempos que herdámos e deixaremos como legado, assim o tempo permita e o futuro o viabilize ou lhe crie novos relógios ou novas medidas e ele deixe de ser tão escravizante e seja um tempo mais Humano, a quem os Deuses (quando deixarem de ser controlados pelo Homem) chamarão: o tempo dos Homens, onde o referencial deve possuir mais do que um padrão geométrico de movimentos regulares e de continuidade que identificam o início e o fim de cada evento.
Pensem nisso
 
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