As 4 estações

O Outono vai terminando acompanhado de ventos, chuva e selado com a queda progressiva das folhas das árvores, depois de fustigadas por um Verão tórrido de ideias.. A natureza cumpre o seu labor, embora desorientada por momentos pela forma como o Homem a tenta adulterar. No reino da Natureza dominam o movimento e o agir. A cidade de Vizela ganha uma nova imagem, um pouco mais despida, é certo, mas as cores das folhas vão se multiplicando para depois jazerem pelo chão donde se apagam olhando a nudez das árvores. Vizela também se vai despindo de partes integrantes de si mesma como as termas, o Hotel e aos poucos do rio. Mais grave ainda, vai virando as costas aos seus visitantes e fechando as portas aos filhos da terra por não vislumbrarem um futuro, nem tão pouco o renascer duma Primavera.

As cidades, sejam aquelas que cresceram naturalmente, sejam as planeadas, nascem, crescem, reproduzem-se, ficam doentes e morrem. E, quando se pensa na sustentabilidade desses seres viventes, temos de raciocinar não só no seu tecido económico e social mas também nos paradigmas da sustentabilidade integrada num processo ecológico. Factores como crescimento urbano desarticulado, resíduos urbanos, exclusão social e territorial, desemprego, violência, fome, poluição, erosão dos solos, falta de saneamento, problemas de drenagem natural, além de problemas económicos, sociais e políticos contribuem para a morte lenta das cidades. Tal qual o clínico que faz um diagnóstico pelos sintomas, se pensarmos nos sintomas que Vizela apresenta facilmente concluímos que a cidade está doente. Espera-se assim soluções e aos responsáveis pede-se acção, mas que em certa medida é transversal a todos. Os valores ambientais da região e da cidade devem ser levados em consideração, para que juntamente com as tecnologias, se possa produzir uma cidade melhor e assim garantir uma qualidade de vida a todos seus integrantes. Indústria, comércio, lazer, turismo, educação, cultura e a articulação destes, devem ser levados em consideração para a viabilidade e o sucesso do desenvolvimento urbano ambiental.

Um dos factores de desenvolvimento duma cidade evidencia-se pela sua mobilidade e acessibilidade. Há no país uma rede de comboios expresso que se designaram por Intercidades cujo objectivo era a ligação das diferentes cidades do país com Lisboa e Porto. Esse comboio passa por Vizela mas ignora que Vizela é cidade ou já a considera um cidade morta e doente, e não pára! As estações do ano vão marcando tempo nos tempos em que fica a ver passar comboios! E, tudo isto acontece mesmo perante a magnificência do novo edifício da Câmara. Onde futuramente, o presidente eleito, se propõe a marcar diferença com o passado, e estas vão surgindo, já que se apresenta como um homem de Diálogo, sendo isso, por si só uma medida de inovadora. O futuro dirá se a mesma é uma medida a pensar no futuro de Vizela pelo seu carácter democrático ou tentativa castradora de opinião duma oposição que cada vez mais tem que ser cooperante e nunca submissa ou subserviente

Impera tomar medidas imediatas como uma acção da Câmara nas termas e Hotel, devendo cumprir-se o que foi dito na campanha eleitoral, onde o actual edil perante representantes dos trabalhadores se dirigiu ao responsável pelas companhia de banhos de Vizela: "...se eu for eleito dou-lhe 1 mês para resolver a situação”. É preciso assim lembrar que o mês está quase a acabar e medidas de fundo não se conhecem, a alma move toda a massa do mundo mas tem de o ser e tem de agir. O programa da CDU, debruçou-se sobre algumas das medidas que imperava agir, e uma vez mais cumprimos, o nosso deputado da assembleia da república veio de novo a Vizela, não a buscar votos mas a inteirar-se para intervir nos problemas do concelho.

Importa a Vizela não ser apenas "cidade" para designar uma dada entidade político-administrativa urbanizada ainda para mais obtida pelos partidos que Vizela se empenha em esquecer. Vizela tem tudo para se evidenciar como cidade. É um município novo, com potencial humano e uma beleza natural que necessita ser preservada e difundida por esse mundo fora, temos de nos preparar para os receber. A alma vizelense tem que vir ao de cima numa Vizela de todos e para todos, porque só assim teremos uma verdadeira mudança para melhor. E apesar do Inverno que ameaça cair sobre a cidade vejamos neste uma preparação para uma Primavera mais colorida

Pensem nisso

António Veiga

A água por uma gota

A drop of water slowly slides challenging my look!
Una gota de agua se desliza despacio perante mi mirada!
Une goutte d'eau glisse lentement et défiait mon regard!
Una goccia d'acqua scivola lentamente impegnativo de mi guarda!

Uma gota de água lentamente desliza desafiando-me o olhar! Desliza pelo vidro empurrada pela gravidade, sinuosamente mas, com uma graciosidade que a luz ao atravessá-la lhe permite uma multiplicidade de cores, destacando-a de outras gotas., como pequeno diamante líquido capaz de amenizar a secura e agrura da vida A gota continua a deslizar, espreguiçando-se nos meus pensamentos, enquanto persegue as outras, num percurso de 3800 milhões de anos e que uma vez mais a ciclicidade se repete só para tornar a natureza mais bela. Prenhe das reacções químicas, calcorreando céus, terra e mares, arrasta consigo vida. Fugindo-me do olhar escorrega-me nos pensamentos, dando voz ao canto do riacho que alimenta o rio e se perde no murmúrio do oceano, deixando para trás uma história por contar.

Fugindo sempre mas com regresso marcado perde-se no tempo e na imensidão, provavelmente já nem se lembra se foi a fusão dos gases que a germinaram se a celta Sulis a jorrou como elemento do "tatvas" tornando Peneus mais sublime. Cristalina atravessa toda a humanidade, que viu nascer, purifica Cristãos, Hindus, Judeus, Islâmicos, Xintoístas e Wiccas, sempre presente em orações e rituais remete consigo todos os seus pecados. Demora-se ouvindo os gritos de Eureka dum grego ou nos engenhos dalgumas civilizações que a fazem rodar, subir transpor trajectos impossíveis.
Cumpre tarefas impossíveis como lavar a peste dum mundo tão escuro quanto o sofrimento e a maleita. Brinca com da Vinci, aprende leis e conhece propriedades incomuns mas orgulha-se porque descobre que são essenciais à vida e dá todo o vapor às máquinas que a pressionam. Ela uma gota pura tem a sua maior densidade a 3,984 °C e tem valores de densidade menor ao arrefecer que ao aquecer. Por ser uma substância estável na atmosfera, absorve a radiação infravermelha, crucial no efeito estufa da atmosfera. Desvairada de contentamento pelos seus poderes atravessa a célula e fica á mercê das suas membranas e enfrenta toda as suas hidofobias. Queima-se no arrefecimento de reactores e sente-se quase a desintegrar, mas que importa é mais um passo da humanidade. Perde-se entre fumos e nuvens com cargas tão pesarosas que a vão tornando cada vez menos límpida e mais pesada.

Vê a vida por esse mundo fora a andar tão depressa que tem dificuldade em a acompanhar, talvez esteja perdendo vida. Talvez seja a vida que a esteja a perder e com ela milhões, biliões de gotas de água. Lançando um grito de protesto pinta-se de todas as cores por esses rios fora, mata com os venenos que lhe diluíram empurrando os resíduos duma civilização doente, deixa-se envolver na eutrofização e envolve-se com algas fatais ou invadida de doentios micro organismos. Ela, uma, simples gota de água, que as chuvas empurraram contra ao vidro da janela sentia que apesar do seu brilho ainda se notar, aprendera nos seus múltiplos ciclos que a sociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de sua riqueza, progresso material e bem-estar, mas descura a água, nos países pobres, a poluição é resultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que, assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tende a prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva à impunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, que também se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fecham os olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles,

Absorto nestes pensamentos, despertei para a paisagem que se deparava no vale para onde a janela se espraiava e que doentiamente o Vizela lá continuava o seu percurso, sozinho, seco das águas que os governantes desta terra meteram e vão metendo, tal qual a gota também mantinha o seu ciclo, tinha de ser rápido queria se despedir das termas e talvez ainda visse os últimos clientes do Hotel. Mas, ele estava tão sujinho nem sabia se havia de espreitar, podia-os espantar . Abrançando a gota lá foram cruzando novos caminhos, talvez quando voltassem os governantes terão cumprido as promessas, por finalmente perceberem:


  • não há vida sem água; a água é um bem precioso indispensável a todas as actividades humanas;

  • a água é um património de todos e todos devemos reconhecer o seu valor, que sem ser um negócio é um bem essencial;

  • alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do homem e dos outros seres vivos.
Pensem seriamente ni
sso
António Veiga

Fabricado em Portugal

Circula na Net uma ilustração do típico consumidor Português:

O Zé Português, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).
Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé Português decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...

O Ministério da Economia dos países Europeus aposta na divulgação dos produtos nacionais,  a economia cresce acima das estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho. Portugal é um dos que menos consome os seus produtos, preferindo os estrangeiros, com o argumento que são melhores, mas também não tem capacidade de os projectar no estrangeiro, que quando devidamente publicitados têm uma boa aceitação no estrangeiro.
Talvez os consumidores portugueses, devam pensar nisso.

António Veiga

Enfermagem - The Guardian

Hoje é notícia no Guardian que em Inglaterra a enfermagem vai ser considerado um curso Superior com 4 anos:
"All new nurses will need to be educated to degree level from 2013, in one of the biggest changes in medical education in the history of the NHS.
At present, nurses receive a diploma after two or three years of training but they will now have to complete three or four years to obtain a degree. The move is a result of changes to the way nurses work, including handling more advanced levels of practice, prescribing and specialist work in disease areas such as diabetes.
Nursing courses will match up to a set of standards set out by the Nursing & Midwifery Council and will include more practical experience outside hospitals."
Em Portugal esse curso é já há algum tempo um curso superior, e a nível Europeu já somos dos maiores exportadores de Enfermeiros, não só pela sua formação académica, mas pela flexibilidade linguística e de trabalho. Mas, a principal razão é o desemprego e emprego precário em Portugal.

Multibanco

Portugal has the best ATM network in Europe (by functionality it provides) and cheaper, managed by the company SIBS, Portuguese company.
Le Portugal a le meilleur réseau ATM en Europe (par la fonctionnalité qu'il fournit) et moins coûteux, gérés pour  une compagnie portugaise SIBS
Portugal tiene la mejor red de cajeros automáticos en Europa (por la funcionalidad que proporciona) y más barato, gestionado por una empresa portuguesa SIBS
Il Portogallo ha la migliore rete ATM in Europa (con funzionalità che esso fornisce) e meno costoso, gestito dalla società SIBS, società portoghese


Em Portugal o fenómeno Multibanco ou dinheiro de plástico teve uma adesão muito rápida por parte da maioria da população sendo já residual a população que não o tem. Por que gostamos tanto de cartões? É seguro e cómodo: é mais fácil pagar grandes valores, mais fácil pagar pequenos valores pois evitam-se porta-moedas, trocos e erros nos trocos, é mais fácil para fazer compras internacionais e pela internet. O cartão é tão conveniente que já questionamos o futuro do dinheiro em metal ou em papel.


Como é óbvio os bancos aperceberam-se da importância deste mercado, Depois de uma primeira tentativa falhada, alguns bancos continuam a defender que as operações de multibanco deveriam ser pagas. No resto da Europa já é cobrada uma taxa. Os bancos falavam na possibilidade de cobrar comissões pela utilização do cartão. Os bancos não são altruístas. A maneira como os bancos ganham dinheiro é tão simples que é repugnante

Oferecem um serviço, que já o cobram, mas querem cobrar mais. Vivemos na ilusão de que os cartões são gratuitos: puro engano. A intervenção dos deputados do PCP veio impedir que se associassem mais pagamentos aos mesmos,  por parte do governo hove o compromisso de proibir taxas associadas aos cartões de débito. è uma boa medida tomada porque ela acabaria por funcionar como mais uma taxa ou "imposto" e elevar o preço aos utilizadores. Enquanto não for politicamente aceite, os bancos não avançarão assim com as taxas, mas até quando? A Áustria também se manteve sem taxas mas há relativamente pouco tempo acabou por ceder!...Convém saber que aos comerciantes, em Portugal, aderentes ao pagamento por ATM já pagam taxa de multibanco por transacções ( 2%, e de 5% ). Há assim uma tendência a dizer que os custos são suportados pelos Bancos e o pelos vendedores, comerciantes, passando estes com estas taxas  esses custos directamente ao consumidor através do principio de utilizador-pagador.

Portugal tem a melhor rede de ATM da Europa (pelas funcionalidades que disponibiliza) e a mais barata, gerida pela empresa SIBS- Forward Payment Solutions, empresa Portuguesa com projecção em serviços de pagamentos automáticos internacionais Em 2008 a SIBS apresentou resultados líquidos de cerca de 6 milhões de euros. Um dos principais objectivos dos grandes bancos é criar uma rede de ATM´s próprias para assim manter a circulação do dinheiro "entre paredes" cobrando taxas a quem o fizer fora da respectiva rede, prejudicando os pequenos bancos, obrigando-os associar-se, por exemplo. Outros bancos ainda limitam a um determinado número por mês as operações gratuitas, passando a taxar as que excedem esse número. Mas nesses países o atendimento ao balcão não é penalizado, conforme o é em Portugal. Como são exemplo as taxas aplicadas pelos bancos aos clientes que não utilizam os ATM's para determinadas operações em proveito próprio para diminuir contratação de pessoal para os seus quadros, de forma a poder reduzir custos, especialmente em custos humanos. Se a taxa fosse para algo útil, como por exemplo, criar mais emprego nos bancos, criação de melhores serviços, apoio de clientes, criação de mais caixas ATM em todas as freguesias nacionais, ou mesmo, encaminhar o valor das taxas,  como ajudar os que mais necessitam, ai penso, que a medida publicamente, deveria ser  aceite, o problema é que actualmente a banca possui má fama entre os portugueses, no geral, e penso que para inverter a mesma, têm que efectuar um compasso de espera, e tentar mudar a imagem.

A Banca, nos últimos anos têm vindo a regredir na confiança dos clientes principalmente pelos recentes casos em que estiveram envolvidos no BPN, BPP, mesmo o BCP e o BES em Espanha, porém os Bancos são sempre os eternos beneficiados pelos políticos em exercício, sendo os seus quadros superiores autênticos redutos de políticos ou de ex-governantes a quem se associa ordenados principescos, muito ténue a relação entre o poder e os mesmos e vice versa, ficando à porta a corrupção sempre pronta para entrar.
Pensem nisso

António Veiga

Interdisciplinaridade


Actualmente as profissões requerem maior especialidade e como consequência perde-se a noção do todo, sendo isso transversal a todas as profissões mas em particular às relacionadas com a saúde. A construção do conhecimento acontece num contexto dinâmico. Implicando assim uma relação proximal das múltiplas profissões envolvidas num determinado projecto ou objectivo, surgindo a interdisciplinaridade como forma de responder em sintonia e duma forma mais abrangente. Interdisciplinaridade caracteriza-se pela intencionalidade das trocas entre os especialistas e pelo grau de integração real das disciplinas, no interior de um projecto específico de pesquisa, sendo uma tomada de posição face à especialização que desintegra e contra a fragmentação que limita e isola.


Requer convicção filosófica na identificação da sua importância no acto de aprender sem coerção, imposição, determinação ou qualquer acto que prejudique a liberdade de interagir de forma construtiva entre as disciplinas, salientando que os conhecimentos são perpassados e úteis nos vários territórios do saber. Muitas vezes interesses cooperativistas, económicos ou de barreiras sócio culturais levam à sua não concretização.

A atitude interdisciplinar não será apenas resultado de uma simples síntese, mas de sínteses imaginativas e audazes.
1-Interdisciplinaridade não é categoria de conhecimento, mas de acção.
2-A Interdisciplinaridade conduz-nos a um exercício de conhecimento: o perguntar e o duvidar.
3- A Interdisciplinaridade desenvolve-se a partir do desenvolvimento das próprias disciplinas.

É importante, as diferentes profissões assumirem esta postura de interacção e complementaridade, talvez seja esta uma forma dinâmica e inovadora para o desenvolvimento do país. Porque a parte mais importante do desenvolvimento é querer desenvolver.

Estou convencido de que a 'tarefa primordial' das instituições humanas, dentre as quais também o desenvolvimento, seja aquela de não apenas preservar os homens de sofrimentos inúteis e da morte precoce, mas também de conservar no homem toda a sua humanidade: a satisfação do trabalho desenvolvido com a inteligência das mãos e da mente, a satisfação de ajudar-se mutuamente e de um relacionamento dinamicamente harmonioso com as diferentes disciplinas e ciências.
Pensem nisso
António Veiga

O Poder

The Power, is literally the right to decide, act and have as well, depending on the context, the right to exercise authority, sovereignty or the rule of a given condition or ownership of the domain of influence or force.

El poder (del potere Latin) es literalmente el derecho a decidir, actuar y tener, así, dependiendo del contexto, la posibilidad de ejercer la autoridad, la soberanía o el Estado de una determinada condición o la propiedad del dominio de influencia o fuerza.



Le Pouvoir est littéralement le droit de décider, d'agir et aussi, selon le contexte, le droit d'exercer l'autorité, la souveraineté, ou la domination d'une affection donnée, ou la propriété du domaine d'influence ou de vigueur.

Il potere (dal potere latino) è letteralmente il diritto di decidere, agire e avere così, a seconda del contesto, il diritto di esercitare l'autorità, la sovranità o la regola di una data condizione o la proprietà del dominio di influenza o forza.


O poder autárquico tem a vantagem de permitir tomar decisões num nível mais próximo dos cidadãos, é o poder proximal. Karl Marx, intelectual alemão publicou algumas das mais importantes obras que abordam o poder e as relações de poder na sociedade, defendendo que o poder em si próprio era uma forma de agressividade do ser humano principalmente quando daí não advém nenhuma vantagem para as populações. Poder (do latim potere) é, literalmente, o direito de deliberar, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força. A liberdade corre perigo quando esse poder não encontra diante de si nenhum obstáculo que possa conter a sua marcha e dar-lhe tempo de se moderar a si mesmo. A omnipotência parece em si uma coisa ruim e perigosa, levando ao risco de perseguições.

Com as últimas tomadas de posse acabámos por sentir que uma vez mais a força política mais votada envereda praticamente pelo mesmo rumo do passado. A forma como se ignora os órgãos de comunicação do concelho é por si só um exemplo disso. Os folhetins das tomadas de posse foram, uma vez mais, exemplo do quão mesquinho e baixo atingiu a política no concelho, havendo mais preocupação com os lugares ocupados em detrimento da concretização de programas, os superiores interesses de Vizela.

Na entrevista dada pelo presidente eleito e as tomadas de decisão tornadas públicas não se vislumbra planeamento nem calendarizações concretas do programa com que se apresentou ao eleitorado. Apenas referiu prioridades sem plano de acção concreto. Não referiu as acções específicas relativamente às termas, ao desemprego, ao funcionamento do centro de saúde, à despoluição do rio, às medidas culturais, etc.

Da primeira reunião de câmara destaca-se como mais relevante as seguintes deliberações: reuniões quinzenais às quintas e a distribuição da vereação (ficando por esclarecer se o número tem em conta os 20000 eleitores ou um número superior, por fazer diferença perante a lei) e a delegação de competências do Presidente da Câmara com o respectivo simbolismo político que daí se possa retirar ou advir. Começando logo por se perceber a divisão e o mau estar no seio do PS. A alteração do horário da Câmara, parece desprovido dum estudo prévio das reais necessidades da população no entanto é uma medida que timidamente vem aumentar a prestação de serviços da mesma devendo ser complementada por outras medidas como a possibilidade da informatização de todos os serviços e o acesso permanente aos mesmos através sistema informático.

Vizela precisa duma política interventiva para se desenvolver e os actores actuais da política Vizelense estão a esquecer-se disso talvez porque as promessas dos políticos são como bebés – fáceis de conceber, difíceis de dar à luz.

Pensem nisso

António Veiga

Línguas

Interestingly Portuguese, is one of the most widely spoken languages in the world, in Europe is still the less translated language  (English)
Il est intéressant que le Portugais, une des langues plus parlées dans le monde, en Europe est toujours la langue moins traduit...(Français)
Es interesante que el portugués, uno de los idiomas más hablados en el mundo, en Europa es todavía la lengua menos traducida (Castellaño)
È interessante notare che il portoghese, una delle lingue più parlate nel mondo, in Europa è ancora la lingua meno tradotta (Itália)
Interessant ist die Portugiesen, eine der am häufigsten gesprochenen Sprachen der Welt, in Europa ist immer noch die Sprache weniger übersetzt (Deutsch)
Curiosamente o Portugués, unha das linguas máis faladas no mundo, a nivel europeo e das súas capitais continua a ser a lingua menos traducida (Galego)
Intressant den portugisiska, en av de mest talade språken i världen, i Europa är fortfarande det språk som översätts mindre (Svenska)
És interessant que els portuguesos, un dels idiomes més parlats al món, a Europa és encara la llengua traduïda menys (Catalá)
Интересно, что португальский, одним из наиболее широко распространенным Языки в мире, в Европе и ее столица по-прежнему является язык менее переводится (русский язык)


A cultura dum povo é sem dúvida uma fonte inestimável de riqueza. E Portugal, como país quase milenar e com as fronteiras definidas há mais tempo tem um vasto espólio pela riqueza da sua História que muitas vezes ignora ou simplesmente não preserva. A história é émula do tempo, repositório dos factos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro

Nenhuma realidade é mais essencial para a nossa autocertificação do que a história. Mostra-nos o mais largo horizonte dum povo, oferece-nos os conteúdos tradicionais que fundamentam a nossa vida, indica-nos os critérios para avaliação do presente, liberta-nos da inconsciente ligação à nossa época e ensina-nos a ver o homem nas suas mais elevadas possibilidades e nas suas realizações imperceptíveis. Os Estados Unidos é um país com um índice económico elevado mas apresenta uma certa inveja das culturas Europeias e Orientais por ter uma História mais recente e consequentemente mais pobre. Os turistas americanos na sua maioria são grandes adeptos do turismo histórico cultural. Mas é na língua que está a sua alma é o espelho de uma nação. Os ingleses com a criação do seu vasto império e da sua forma expedita em negociar perceberam-no e inicialmente através das relações comerciais que faziam enalteceram a sua língua conseguindo em detrimento doutras a sua globalização.

A linguagem é como uma pele: é com ela que se estabelece contactos e comunicação sendo ela assim uma fonte de riqueza. Os espanhóis só muito recentemente valorizaram este fenómeno e conseguem ser actualmente a 3ª língua mais falada do mundo (em virtude da primeira ser a chinesa motivada pela elevada população que este país tem). O francês durante muitos anos foi a língua associada à cultura e à ciência mas com o decorrer dos tempos tem vindo a perder terreno perante o inglês e o castelhano e fica muito a par do Português: Curiosamente o Português, uma das línguas mais faladas no mundo, a nível Europeu e das suas capitais contínua a ser a língua menos traduzida, revelando incapacidade por parte do ministério dos negócios estrangeiros pouca incisão no tema, assumindo-nos como um país submisso, acontecendo o mesmo relativamente ao turistas que nos visitam porque em nome da hospitalidade não difundimos algo que é muito nosso que é a língua portuguesa.

A língua é sem dúvida muito importante, é um dos últimos redutos dum povo, daí que alguns povos e comunidades defendam com fervor as suas línguas como acontece aqui ao lado em Espanha com o Catalão, o Basco ou mesmo o Galego. Os ingleses até promovem o turismo de língua para difundirem o seu inglês. A língua, por assim dizer, é o espaço social das ideias há que a defender e difundir, todos nós lusófonos ficaríamos mais ricos, talvez seja esse o quinto império que Fernando Pessoa falava, a nossa língua: O português.

Pensem nisso

António Veiga

Manipuladores



Os Homens têm a capacidade de alterar aquilo que é lógico mesmo que para isso se fundamentem na lógica. Sabendo a necessidade da formação e educação é comum aos políticos incidirem e até conservarem uma maioria menos culta e usarem-na em seu proveito estabelecendo discursos ou actos populistas, é comum usarem figurantes para o aplaudirem numa concentração, pois uma claque não melhora o discurso mas predispõem os espectadores alvos a descobrirem os seus méritos. O mimetismo é a mola principal para mover as massas no sentido do entusiasmo, do respeito ou do ódio. Mesmo perante um pequeno público de trinta pessoas, há sempre algo de religioso que provém da coagulação dos sentimentos individuais em expressão colectiva. No meio de um grupo, é necessária uma certa energia para pensar contra a maioria e coragem para exprimir abertamente essa opinião. Essa é uma dificuldade dos partidos pequenos e mesmo das minorias que são cilindradas por esse poder ao que se associa o económico e outros. A primeira tarefa consiste em determinar quem são, apesar de eles próprios não o saberem. Um manipulador de opinião não tarda a distinguir o punhado de indivíduos em que pode apoiar-se para influenciar os outros, nas autárquicas normalmente buscam-se famílias numerosas com rendimentos dependentes e formação académica rudimentar. Consoante os casos, esse manipuladores escolherão os faladores ou os fanfarrões, os que protestam ou se obstinam, os que fazem rir ou chorar, os que alimentam a cólera, etc. Toda a arte consiste em conquistar rapidamente a simpatia dos líderes ainda inconscientes do seu estado e papel. Manipulados, serão por sua vez manipuladores do resto do grupo, que os seguirá como um só homem assim estabelecendo o princípio básico da fulanização das relações e da política. Há países que para complementar esse controle usam o infiltrado que consoante se trate ou não dum estado democrático pode ter um papel de polícia, delator ou simplesmente conselheiro ideológico, que não só controlam como permanentemente dão a apologia da vitória ou da superioridade. Hitler, Mussolini, Franco, Salazar e outros ditadores souberam-no fazer e até foram exemplos absolutos de popularidade Outros lideres homenageiam os seus antecessores para quebrarem parte da oposição ou dos grupos, passando uma mensagem de diálogo quando muitas vezes não passa de uma forma de calar, algumas juntas (exº: Tagilde), já aprenderam issoº


As multidões não apreciam os vencidos: não é que sejam cruéis, mas a derrota desmoraliza-as. Só a cólera, o medo ou o entusiasmo as animam. O enorme animal constituído pela multidão é impermeável às subtilezas, tem necessidades do tonitruante e do ostentatório. Reduzida às dimensões de um grupo, a sua psicologia muda, mudando ainda mais se o grupo se transforma numa assistência restrita. Esta é a táctica usada pelos que querem retomar multidões imperando a fragmentação do grupo. Resta duas hipóteses ao líder do actual grupo: se não quiser companhia, arrisca-se a ficar só; se quiser entender-se com todos, arrisca-se a ter todos por inimigos e aí pode começar a subida ou a queda onde tudo vale para manter o poder.

Impera mudar, e como mudar? Talvez quando a consciência de cada um sair do individual para o colectivo e por sua vez o colectivo permita que: oportunidades, os direitos sociais, os rendimentos, a formação e a cultura sejam mais homogéneos. Talvez aí os manipuladores sejam uma maioria tão residual que apenas sirva para ilustrar os maus exemplos e as atrocidades da história da Humanidade, que ninguém quer imitar.



Pensem nisso

Casamentos


Haverá ou não vantagens pra o novo tema lançado à sociedade civil pelo PS que é o casamento entre Homossexuais? Um casamento deveria fazer-se entre os pensamentos de amor e paixão; talvez fosse essa a intenção sublime; ela nem sempre é concretizada e aí está a origem da imperfeição das leis. A constituição Portuguesa refere que não pode ser vedado a nenhum cidadão acto social em função da sua ideologia, credo ou orientação sexual; sendo o casamento actualmente, sob o ponto de vista legal, um contrato estabelecido entre duas pessoas de sexo oposto talvez seja segregante a sua restrição aos indíviduos de orientação homossexual. No entanto, é curioso numa época em que o casamento nos moldes tradicionais está posto em causa queiram os homossexuais estabelecê-lo. Muitos há que vêem nestas uniões um procedimento anti natura, esquecendo que facto alguns casamentos levados a cabo por heterossexuais também pelo comportamento dalgumas relações são também autênticas aberrações e que passivamente a sociedade aceita. Charles Fourier dizia que: "o casamento parece ter sido inventado para recompensar os perversos ", referindo que a limitação de parceiros era anti natura.. Porém nalgumas sociedades onde a instituição do casamento estava em desuso tem ganho ultimamente algum interesse e mesmo procura. Os tempos actuais cada vez mais assentam em contratos estabelecidos entre os seus elementos daí talvez esse interesse. Assim, o casamento dá um limite ao indivíduo, e por conseguinte, segurança à colectividade. Pensando-o dum modo séptico talvez haja maior pressão por parte social que individual, daí que o casamento de homossexuais é a sua forma de exigirem da sociedade respeito que a mesma lhe tem negado. Talvez com a aprovação destes novos casamentos se reinvente o casamento que muitos casos acaba por ser resumido nas civilizações judaicas segundo Hippolyte Taine como: "...aprende-se a conhecer por três semanas, ama-se por três meses, discute-se por três anos, tolera-se por trinta anos - e os filhos recomeçam" .

Pensem nisso
 
António Veiga

Homens Felizes

Muitos homens clamam-se felizes. Apregoam aos 7 ventos e a todos os sóis do universo como felizes. O homem feliz é aquele que conquistou a felicidade ou o momento da felicidade que sente presentemente. O esforço que medeia entre o desejo e a sua realização - acaba por tornar o homem, na verdade, ainda mais infeliz. O homem habitua-se... graças a esta perspectiva de uma felicidade fácil de conseguir supressão do que foi e do que é, mas engana-se com no que poderá vir a ser, porque parte para o futuro com pressupostos errados. Não é por se ser dono de empresas ou bens materiais, nem uma vida ocupada que se conquista a felicidade, nem por avançar e depois recuar que se glorifica ou se transforma num bem-aventurado da sapiência. A sabedoria tem os seus excessos e não é menos necessário moderá-la do que à loucura. O saber torna-os tolerantes e humildes nunca déspotas ou perseguidores dos que não os querem seguir, muito menos quando se lhe esconde a cara, talvez porque anteriormente os idolatraram, quantos blasfemam Deuses que adoraram e pelos quais combateram por falta de sensatez. Há muito tempo que o papel de sensato é perigoso entre os mais felizes. Os que sabem não têm conceitos inflexíveis, a própria dúvida é a raiz desse conhecimento e aptidão. Não vale a pena dedicar toda a vida ou um quinto dela a ter sonhos bastante grandes mas egocêntricos, porque pode-se perder nesses "devaneios". Fica-se desconfiado; os amigos perdem o seu sentido ou ganham rótulos para serem distinguidos. Este sentimento é invasivo até nos homens mais inteligentes ou poderosos, podem conseguir tudo mas sentem o vazio dum poder que ostentam e recusam ter aplicado mas que os flagela enganando-os na felicidade precisando couraçar-se em realidades mais próximas de si do que os factos.

Outros há, também felizes, vencedores duma vitória sorrateiramente defraudada, mas que teimam dar-lhe nome, como suas incubações perdidas no tempo, sentem-na como uma bomba em potência por ser tão real. Chamam a si poderes e decisões, com o tempo aprendem a ficar mais prudentes até quase a esquecer o passado imperando cisões latejantes. Tudo em nome duma felicidade colectiva esquecendo que a mesma não é feita do que se acumulou mas, do que resta depois do que se deitou fora. Fica assim o inteiro partido e os que do partido são parte raramente voltam inteiros, talvez formando uma outra parte ou um outro partido.

O tempo vai decorrendo e para lá destes Homens tão felizes em si próprios quanta infelicidade vai correndo por estas terras a quem o futuro está a esquecer empurrando-a para a margem dum rio poluído, que cada vez é menos rio e os homens arrefecem a força das suas águas sulfurosas.



Pensem nisso

António Veiga

Médicos, juramento hipócrates e enfermeiros

A classe médica tem ao longo do tempo sido bajulada e socialmente protegida constituindo ela só por si uma forma de poder, capaz de dinamizar ou boicotar um sistema nacional de saúde. O juramento de hipócrates associado ao desempenho médico é actualmente olvidado e não passa duma miragem da história Grega. É óbvio que há profissionais médicos que são exemplo de dedicação, no entanto na sua maioria muitos dos médicos são autênticos mercenários da saúde, normalmente aliciados actualmente pelas entidades financeiras bancos e seguradoras, apostados em corromper o sistema nacional de saúde. Muitos dos jovens que pretendem enverar pela carreira médica alicia-os precisamente esse aspecto socio económico e só alguns se deixam seduzir pelo lado mais humanitário inerente ao juramento de Hipócrates que genericamente refere:

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higéia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.
Conservarei imaculada minha vida e minha arte.
Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.
Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.
Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

Os cuidados de saúde são tanto mais dirigidos e de qualidade quanto as equipas multidisciplinares forem mais funcionantes e Portugal está muito longe dessa etapa. As profissões satélites à medicina são complementares à melhoria de cuidados, que deverão ter autonomia própria tendo em conta um objectivo comum que é prestação e prevenção aos cuidados de saúde. A Enfermagem é bem um exemplo disso, pois o que seria dos cuidados de saúde sem enfermeiros? Nem sempre são suficientemente valorizados pelas populações havendo uma certa tendência para centrar a saúde nos médicos. Mas quais são de facto as diferenças entre médicos e enfermeireos, isso  pode ser ilustrado na seguinte história:

"Um homem navegava com  o seu balão, num lugar desconhecido. Estava completamente perdido, e para sua surpresa encontrou outro Homem... Ao reduzir um pouco a altitude do balão, numa distância de 10m aproximadamente, ele gritou-lhe:
- Hei, Senhor, sabe aonde eu estou?
O outo respondeu:
- Está num balão a 10 m de altura
Então o primeiro homem fez outra pergunta:
- O senhor é enfermeiro, não é?
O segundo homemrespondeu:
- Sim...! Como adivinhou?
E o primeiro:
- É simples, Deu uma resposta tecnicamente correta, mas que não me serve para nada...
Então o enfermeiro pergunta:
- O senhor é um médico, não é?
E o homem:
- Sou...Como adivinhou???
E o enfermeiro:
- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e ainda quer colocar a culpa no enfermeiro."

Pensem nisso

António Veiga

Cultura Política


As eleições são um barómetro da democracia, daí que o respeito pelos resultados das mesmas deve ser o mais cuidado possível, facto que nem sempre ocorre no pós eleitoral. No entanto as eleições nos últimos anos têm revelado um certo distanciamento da população que se ostenta politicamente inculta e fustigadora para partidos que sempre representaram o interesse das populações. A "cultura cívica ou política" dos cidadãos, um dos pilares da gestão dos assuntos públicos, define-se como "o conjunto de crenças, sentimentos e valores que ligam os indivíduos ao sistema político".
Os eleitores podem conhecer perfeitamente os poderes públicos ou podem desconhecê-los por completo ou até receá-los. Este processo, esta relação, tem três categorias: há uma "cultura paroquial" quando os cidadãos desconhecem o funcionamento da política e não sabem como são tomadas as decisões (normalmente associadas em temas mais de politiquices que de política, imperando o boato e a maledicência); a "cultura de sujeição" verifica-se quando os administrados sabem e compreendem o funcionamento da organização do Estado ou das Autarquias, mas não se envolvem (há um distanciamento efectivo das populações dos organismos políticos criando o lugar comum que os políticos apenas almejam interesses pessoais ou cooperativistas, mas aceitam-no como um fenómeno fatídico e são tementes à mudança); e a terceira categoria é a "cultura participativa", quando os cidadãos têm consciência do sistema, do seu funcionamento e se envolvem, política e civicamente, quando intervêm nos partidos políticos, nas organizações sociais, nas assembleias públicas (Câmaras e Assembleias) ou mesmo através de formas não políticas como pela cultura, expressão plástica, musical e escrita.
Um Executivo Municipal será tanto mais eficaz e com soluções mais adequadas às expectativas, mais respeitado enquanto instituição democrática, quanto mais questionado, solicitado, participado pelos cidadãos, facto ao qual o anterior mandato normalmente se refutava. E pode dizer-se que cidadãos de cultura paroquial ou de sujeição propiciam um poder menos dinâmico. Mas cidadãos de cultura participativa questionam as decisões tomadas, intervêm a montante das mesmas, manifestam a sua discordância, organizam-se em protestos ou em grupos de pressão e conseguem ganhos de causa.
No rescaldo eleitoral todas as obras inerentes ao circo da campanha dos poderes instituídos pára, como se ficassem a hibernar por mais 4 anos e depois tudo à pressa será recomeçado. Há maior interesse em politiquices que em exigências do cumprimento de programas nos quais os eleitores deviam ter votado
 
Pensem nisso
 
António Veiga

A governância autárquica

Durante a campanha eleitoral há uma miscelânea de cores, sons e imagens que se completam numa azáfama de caravanas calcorreantes das ruas do município algumas ainda com o alcatrão fervilhante e escaldante mas inebriante ao voto, tanto mais que pode ser usado como manobra eleitoral no dia de reflexão.
Conhecidos os resultados vencidos e vencedores orientam sentidos para melhor se posicionar publicamente com os resultados, alguns eleitores mais expeditos tomam partido do partido que à partida mais criticavam e, como num gesto de magia ostentam a bandeira que escondiam até saber o veredicto.
Na azáfama de cadeiras e lugares o concelho pára e adivinha-se em silêncio a morte das termas envolvida nos odores emanados das águas coloridas do Vizela. O alcatrão arrefece e aguarda melhores dias, os programas jazem agora no chão condenados a uma morte anunciada na memória dos eleitores. Daqui a quatro anos promete-se mais…
No limpar de armas surgem os primeiros conflitos, transversais a todos os intervenientes, inicia-se o virar de costas, entre muitos, mesmo nos mais votados, surgem: as rupturas, “os amuos”, as cisões, as “histórias mal contadas”...

Importa pois quebrar esta continuidade na estagnação com uma maior participação e reivindicação dos Vizelenses aos órgão que elegeram, pede-se oposição dinamizadora, interventiva, não forçosamente beligerante, e executivos com vontade de fazer mas também de ouvir, que se devem iniciar desde a tomada de posse.

Os processos de tomada de decisões nas autarquias apresentam-se sob a forma de três modelos: o racional, o pluralista e o de rotinas. O modelo racional é o paradigma ideal - enfrenta os problemas, estuda respostas objectivas, lista os meios disponíveis, avalia as consequências, escolhe as soluções e avalia as decisões. O modelo pluralista define uma intervenção de negociação com os diversos poderes locais - a mudança faz-se lentamente, sem grandes sobressaltos sociais ou políticos. O modelo de rotinas procura a harmonização social - os poderes convivem com os problemas que surgem, de forma distanciada, sem atitude previsional. Procuram satisfazer as necessidades ouvindo os interesses instalados, sem implicar com estes. São impermeáveis à inovação e à mudança. Impera a Vizela sair deste modelo.

A participação dos cidadãos é escassa, com diversos graus e propensão para o crescimento. Na verdade, os cidadãos decidem a montante, e através do voto; mas, depois desta escolha, os cenários são muito diversificados. Lembrem-se que em democracias mais avançadas, a cooperação e o trabalho de equipa deu lugar ao esvaziamento do tráfico de influências e dos caciques. A governância autárquica só é possível quando assenta numa comunidade com um grau apurado de civismo, com capital social elevado e uma cultura política plena, podemos começar por pequenos gestos como fazer esporadicamente uma assembleia municipal dos pequeninos com os alunos das nossas escolas, tal como preconizava o programa da CDU. Em Vizela temos necessidade de formação cívica, de partidos políticos transparentes, de cidadãos participantes e de maior igualdade social.

Pensem nisso…

António Veiga

Rebanho

Numa época de globalização e predomínio do imediato em detrimento do conquistado ou construído, vai sendo um flagelo da nossa sociedade. Ser-se diferente é em muitos casos factor de segregação e não de complementaridade como deveria acontecer. O mundo ocidental funciona cada vez mais em rebanho, actua-se por modas, vota-se em partidos da moda, copia-se o estilo de vida das vedetas, os seus tiques. Actualmente a única forma de ser diferente é ser diferente até ao fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; no fim de todas as batalhas, conseguir-se-á o respeito e dominar as lembranças; no fundo ser diferente num rebanho é fazer o papel do cão pastor que nunca irá a aprender a balir mas imporá a presença vigil evitando o ataque dos lobos, talvez um dia o rebanho reconheça, mas isso pouco o incomoda, importante é cumprir o seu papel. Talvez deva ser esse o papel dos políticos, mas na sua maioria os que temos são políticos de rebanho ou autênticos lobos.
Pensem nisso

António Veiga

Politiquices



É comum aos politicos ou comentadores dizerem que uma candidatura é contra outra e ganham ou criam  assim hostilidades que não devem existir. Um projecto político ou um programa não deve ser contra ninguém mas em prol de um objectivo doutrinal ou num programa eleitoral que de acordo com os fundamentos ideológicos seja mais adequado e compatível. É óbvio que em determinadas matérias há discrepâncias entre as diferentes ideologias, mas quando a orientações políticas convergem no mesmo objectivo é salutar conseguir parcerias para o mesmo. Curioso, que nas autárquicas onde há tantos independentes, O CDS/PSD teve-os, a CDU também assim como o PS e o candidato do BE até adulterou por algumas vezes o nome do partido que o apoiava chamando-lhe BE/MIV,  afirmar-se uma candidatura é contra a outra, isso é pura fulanização da política, afinal as candidaturas não são em prol dos que elegem, ou seja da população que representam? Não será tudo o resto politiquices, interesses obscuros,"amuos e intransigências de gente crescida" ?
Alguém ao ser eleito tem a obrigação de honrar o programa a que se sujeitou a sufrágio...

Pensem nisso

António Veiga

A crítica

Na subida do poder há que ter em conta os interesses do povo e não correr desenfreadamente para a cadeira correndo o risco de tropeçar. Cumprir as regras é um acto de maturidade política e democracia. Uma democracia necessita da crítica e de ser criticada, mas não de julgamentos ou condenações antecipadas, nem de politicos surdos que nada ouvem ou vêem. Os que têm a mania de julgar e, a propósito de tudo e de nada, ditam as suas sentenças, estão em permanente autodefesa, tal qual os políticos autistas que geram uma permanente auréola de suspeição. Vivemos na neurose da dúvida . O desalento português tem a progénie numa flagelante desconfiança de nós próprios. Somos desconfiados e temos a propensão fatal de nos interrogarmos sobre tudo, para logo se mergulhar nos refegos da ontologia barata, impera criticar, apenas pela crítica, fatícamente aceitamos que nada é para mudar e ninguém nos quer ouvir. O que nos conduz a ser apáticos ou agressivos. A ciclotimia que cunha o modo de ser português.

Pensem nisso

António Veiga

Coisas dos tempos

O tempo é conselheiro, mestre e carrasco, pode ser pesaroso ou magnificente. A relatividade da sua medida ou contexto não nega a sua existência. E, hoje o tempo pregou-me a partida de me tornar um ano mais velho e o som do telemóvel aviva este dia na voz de amigos e família ao lembrarem-me esta data.


Lembrar é por si só um gesto de cortesia, de preocupação ou cuidado. As lembranças não são mais do que pegadas deixadas na nossa memória presente. O presente é sempre o embrião do futuro porque o futuro acontece hoje. No propulsar de acontecimentos recentes remete-me para o discurso da tomada de posse do Presidente da Câmara de Vizela, Sr. Dinis Costa, porque dum momento para o outro deixámos de o ver calcorreando freguesias. No seu discurso agradeceu, historiou, pediu união, colaboração, empenho e lealdade, demarcou uma nova era., até pediu à oposição para o ser. Talvez por falta de tempo, não calendarizou as actividades a desenvolver, não anunciou as acções imediatas e concretas. Ficámos sem saber em que tempos vamos ter acção ou simplesmente podemos temer que os tempos diluam como processos que já ninguém fala. Porque quero acreditar que tratando o igual de forma igual o tempo do Sr. Presidente é igual ao de todos os Vizelenses e que se começar já a obra para não vai haver necessidade de correr no fim porque o relógio marca o mesmo ritmo de tempo, hoje e daqui a quatro anos.
Já faz tempos que o intercidades continua sem parar em Vizela, talvez por falta de tempo do executivo na sua exigência, entretanto perdem os Vizelenses tempo e dinheiro até Guimarães...
Pensem nisso.

António Veiga

Tomadas de posse


Durante estas duas semanas, um pouco por todo o país fazem-se as tomadas de posse, criando algumas delas surpresas e nem sempre respeitando a vontade popular expressa no voto. Vizela não tem até à data mostrado grandes surpresas a não ser a ausência do Dr. Francisco Ferreira na tomada de posse, que poderá ser indício duma ruptura evidente no seio do PS Vizela obrigando Dinis Costa a rumar dumas forma distinta para poder ganhar destaque e protagonismo político, a dúvida permanece se de facto conseguirá fazê-lo e angariar apoios para o mesmo.


Nas juntas de freguesia, tem sido alvo preferencial S. Paio relativamente aos acordos que o eleito da CDU possa vir a fazer. Uma vez mais Vizela emaranha-se mais na politiquice, dando-se destaque à especulação, às pressões e mesmo ao boato. A opção do eleito deve ter em conta os reais interesses na freguesia, pois ao apresentar-se ao elitorado apresentou um programa, o qual deve defender devendo as opções a tomar com aqueles que garantam a sua concretização, devendo tornar público esse compromisso no entanto mantendo-se como sentinela atento, um árbitro conciliador mas de ruptura quando necessário para dinamizar a respectiva freguesia. esse deve ser e concerteza fará a diferença dos outros eleitos, porque sem dúvidas, o Marco tem muito dinamismo e capacidade de trabalho e S. Paio irá beneficiar, dando razão que um eleito da CDU faz mesmo muita diferença!
Mas, até lá aguardemos porque as verdadeiras surpresas podem aparecer, tanto mais que o voto é secreto, no entanto que S. Paio e Vizela saeiam benificiados das opções tomadas em vez de criar nova telenovela que peca por nem ser original e ter um argumento muito pobre.

Pensem nisso...

António Veiga

A crise

É evidente que o Mundo vive uma crise, embora uns notem mais do que outros. A actual crise, foi consequência dum aumento exponencial da valorização do capital na esfera financeira, ou seja a valorização fictícia do capital.

As crises económicas do liberalismo e capitalismo tornam-se inevitáveis, são resultado das contradições que lhe estão inerentes , como a tendência de concentração de riqueza num polo restrito e a miséria no outro impedindo um desenvolvimento integrado e participado.

Todas as crises geram oportunidades, e as oportunidades continuam a ser daqueles que estiveram na sua causa, como as financeiras e bancos, os grandes benificiados são as grandes empresas e multinacionais que valem-se da crise para desvalorizarem a força do trabalho e os ditos estados sociais são os primeiros a ir nesse engodo.

Pensem nisso...


António Veiga

Vou viajar

Durante uns 5 dias vou de novo viajar, para preencher o espírito, rasgar os céus dessa europa para alimentar o espírito e descansar a mente, dar um pouco voz ao que diz a poetisa:


"Vou viajar,
Nos meus pequenos pensamentos voar.
Vou para lá, bem além do mar.
Ouvir o que daqui não consigo escutar.


Vou viajar,
Para outra de minhas vidas.
Que muitas eu tenho sem saídas.
Vou até lá para andanças.
Sentir o peso de minha total lembrança.


Vou viajar,
Para lugares obscuros,
Vou parar além e atrás dos muros.
Sentir e pensar no que não quero falar.
Vou apenas sair,
Desse mundo eu quero fugir,
Nessa vida não mais existir.
Tudo pois preciso viajar,
Para esquecer os males causados.
Para não mais sangrar pelos punhos cortados,
Esconder as minhas tais verdades.
Quem sabe mentir para a realidade."

Paloma Duarte Stella






A educação e a economia

O Estado tem vindo ao longo dos últimos anos a desvincular-se de um dos seus deveres e obrigações essenciais ao desenvolvimento dum país como sejam os três pilares essenciais a uma sociedade: Justiça, Saúde e Educação, procurando duma maneira dissimulada entregar esses serviços a entidades privadas avassalando mais o fosso entre os mais ricos e os mais pobres. Ao estado cabe acautelar os direitos fundamentais dos seus cidadãos, fazendo-os crescer em igualdade de oportunidades, como por exemplo, deveria o estado assegurar uma instrução pública totalmente gratuita, transmissora de saberes e competências e que nos preparasse a todos nós para uma vida activa, lapidando-nos até atingirmos um manancial de conhecimentos que nos torne úteis á sociedade. Mas quando um país desvia os fundos destinados á instrução do seu povo para obras que nada têm a ver com a formação profissional, cultural e técnica do seu povo, mas sim com a satisfação dos desejos de riqueza, grandeza e visibilidade dos seus governantes, hipoteca definitivamente o futuro do seu povo e casos como este já não são novidade para ninguém, porque um povo sem instrução não tem forma de questionar a realidade em que vive e em Portugal também se tem caído no brilho fácil, as grandes obras públicas têm funcionado como uma imagem de progresso e modernidade do país, já para não falar das milionárias indemnizações dos gestores públicos, mas a realidade do país é bem diferente.


Um estado que assente as bases do seu futuro numa população ignorante ou pouco instruída ruirá a curto prazo, pois não gerará dentro de si a tão dita mão-de-obra especializada, a cultura e a formação necessária á sua sólida construção.

Quando querem imputar as culpas nos trabalhadores do atraso económico do país e que os Portugueses são pouco criativos e trabalhadores importa lembrar que há alguns anos atrás referia-se como essencial a mão de obra barata como sinal de competitividade económica com os outros parceiros concorrenciais e exaustivamente se preconizou como certo este silogismo económico, porém poucas vozes se levantaram quanto ao facto do patronato não investir na qualificação e diferenciação da mão de obra e criação de produtos com marca nacional e a respectiva projecção dos mesmos no mercado internacional. Interessava antes uma obtenção de riqueza mais rápida e limitada de ambições, como seja a execução parcelar de componentes de marcas consagradas de outros países sujeitando-nos assim cada vez mais às variáveis económicas internacionais. Foi também moda dos empresários a descapitalização das empresas em proveito pessoal, não apostando no dinamismo e na diferenciação técnica das mesmas, com perda de competitividade para o futuro.

Talvez por tudo isso ainda continuemos apesar de todos os esforços pedidos à população em geral, sem perspectivas de confiança futura, talvez com o despertar que timidamente surgem com as novas oportunidades tomemos consciência disso e tenhamos operários mais diferenciados capazes de exigir empresários mais empreendedores, porque efectivamente ambos não estão em lados opostos mas terão um objectivo comum que é a prosperidade da empresa: quer para preservação do posto de trabalho ou para compensação do risco de investimento, sem que isso implique necessariamente um enriquecimento fácil, mas uma interacção proximal entre as duas partes.

António Veiga

Rescaldo Eleitoral

Na vida só há vencedores se houver vencidos, mas a inclusão dum objectivo comum é transversal em democracia, libertando-nos do risco de a transformar em oligocracia. è tempo de guardar armas e não parar com sonhos propagandeados. Vencer é tanto mais glorioso se da vitória formarmos coesão, perder é menos deprimente se reconhecermos o mérito de quem vence. Iniciamos uma nova etapa e compete no mínimo de quem ficou além dos objectivos traçados, como eu, felicitar publicamente aqueles que os alcançaram. No entanto sem passividade ou crítica desenfreada mas numa voz activa procurando a promulgação dos próprios sonhos traçados, não no sentido pessoal, mas num todo. A visão holística da sociedade permite a sua melhor compreensão e consequentemente uma sagaz e eficaz intervenção. Redecorou-se o cenário mas, urge a sua concretização. As opções tomadas serão tão mais responsáveis quanto a memória não apagar as etapas prometidas exigindo-as na proporção da viabilidade com que foram apresentadas. O esquecimento do povo é algo que mais inebria e alenta os políticos em exercício, certos que neste paradigma saem vencedores.

Urge uma postura atenta e reivindicativa de todos, porque uma sociedade não se faz com alguns mas com todos e ela é tanto mais rica quanto mais plural se apresentar. Não importa enaltecer uma ideologia apenas quando se têm necessidade de exigir direitos. É comum, o desabafo que o partido Comunista Português é essencial na preservação desses direitos, no entanto é passiva a postura relativamente ao sentido de voto. O silogismo que é preciso mas outros que defendam, pode desencadear uma perda efectiva de força para actuar. No entanto, a vida do Partido Comunista Português tem demonstrado a sua parceria indissociável da classe operária e do povo português, mesmo quando este, olvida as suas lutas, por exemplo fica muitas vezes esquecido que foi este partido que sempre apoiou a causa do concelho de Vizela e nunca cobrou pelo facto.

Numa sociedade cada vez mais segregante e competitiva é necessário torná-la mais humanista, ou seja não dar valor às coisas pelo que valem mas pelo que significam. Todos querem viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aos que pensam estar no topo relembro Gabriel Garcia Marquez: "...um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se."


Vizela, precisa de se desenvolver, precisa de traçar um rumo abrangente nas suas causas inserindo todos os Vizelenses, é tempo de estarmos atentos a essa evolução e exigentes na mesma. Pensem nisso...
António Veiga
 
Home | Gallery | Tutorials | Freebies | About Us | Contact Us

Copyright © 2009 Devaneios de Vida |Designed by Templatemo |Converted to blogger by BloggerThemes.Net

Usage Rights

DesignBlog BloggerTheme comes under a Creative Commons License.This template is free of charge to create a personal blog.You can make changes to the templates to suit your needs.But You must keep the footer links Intact.