Lusas Terras

Les images et les couleurs des paysages de la terre portugaise
Las imágenes y los colores de los paisajes de la tierra portuguesa
The images and colors of the landscapes of land Portuguese
Le immagini ei colori dei paesaggi di terra portoghese


Hoje  convido-vos a um novo safari fotográfico por este pequeno país, um passeio de norte a sul, por todas as províncias sem esquecer as ilhas da Madeira e  Açores, longe dos aglomerados turísticos mas perto das suas terras e do mar que estão na sua genesis. Brotando assim, das suas entranhas aquilo que uma maioria das gentes desconhece, ora porque não sabe ver, ora porque não é mostrado ou procurado. A multiplicidade de paisagens perdem-se quanto a sua pequenez. A agricultura, cada vez mais desprotegida, acontece quase como uma a arte de assistir impassível ao trabalho da natureza, onde as gentes residuais permanecem  apegadas nas experiência dos seus antepassados, embora a maioria condena por ignorantes as gerações pretéritas, correndo no risco da mesma sentença esperar as gerações futuras por desconhecerem a sua própria terra. A paisagem vai ganhanando desassossego da calmia da acção humana que teima em virar as costas à terras nem rumo volta também as costas ao mar que lhe deu glória e esmorece as forças diluindo-se num fado de tristeza. O imperador romano Júlio César referia-se ao povo luso da seguinte forma: "Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar".
Pode parecer para as financeiras um país sem rumo ou  doente, talvez precise dum legítimo represente do povo trabalhador para assumir o seu comando, talvez dum médico para o tratar, ou mesmo dum poeta para o fazer sonhar, mas de certeza que não precisa dum economista que na sua doutidade não sabe ainda bem como se faz o mercado das suas acções financeiras.  Mas ante o cinzento da política fica a multiplicidade de cores que o país vai oferecendo, porque o país e o mundo não se esgotam na economia ou nas financeiras muito menos num capitalismo desenfreado que o mundo actual caminha a passos largos, levando à descrença das democracias, do valor efectivo do trabalho e da importância dum voto.
Pensem nisso  
Minho e Douro Litoral






 Trás os Montes e Alto Douro





 Beiras





 




Lusitânia

Parida na Ibéria
encurralada pelo mar
de raízes perdidas na história
mantidas em memória,
miscelânea de sabores
cheiros e cores
dum povo perdido em si mesmo
que pertence a si próprio,
sustentam a identidade
entre campos tingidos de sonhos
decorados no balir
de rebanhos, ou na voz do pastor!
Expandido no mundo,
Alma lusa levada mais além,
maiores não foram os intentos
de novos horizontes
novas gentes
selados na herança
duma língua!

António Veiga, in Poemas completos

 Estremadura e Ribatejo






 Alentejo






 Algarve






 Madeira





 Açores







Arrufos políticos

O poder instituído democraticamente em Vizela nasceu entre arruadas, obras "à la minute" e promessas populistas mas todos parecem ter renunciado a um debate acerca do poder local. Virados sobre si mesmos no caso do poder ou opositores de todas as causas, o entendimento entre oposição e autarquia parece impossível pondo em causa a sobrevivência da coerência ideológica e política dos partidos que encabeçam e os propósitos a que se propopuseram. Vizela politicamente tem sido um caldeirão de rivalidades e ódios, cuja expressão pública tornam quase inocentes as discussões mundanas das mais aguerridas bancas na lota do peixe. Confunde-se liberdade de expressão com autênticos insultos, desprovidos de qualquer interesse para a comunidade que servem. Assiim o ano que começa augura pouco de novo, onde tudo ficará um pouco na mesma talvez seja este o ano em que há maior necessidade duma abertura e cooperação entre as diferentes forças polítícas que governam o concelho e se discuta aquilo que de facto o poder autárquico precisa, devendo toda a comunidade ser mais interveniente Os sucessos e os fracassos do passado são fontes importantes do saber, e não devem servir apenas para alimentar guerras pessoais ou partidárias.Há que parar com as contínuas experimentações. É tempo das concretizações e generalizações.

Atender e fomentar uma procura de serviços pelos munícipes,(Literacia, capacitação e acessibilidade são problemas a resolver urgentemente), devendo os munícipes, as empresas e outras organizações tornarem-se “clientes” exigentes do município e então talvez a sede de município abra as portas no novo edifício e se quebre a rotina dos adiamentos e equacionar se os serviços on-line que possam ser disponibilizados, tenham sempre uma perspectiva de “serviço” ao munícipe, com preocupações de garantir a acessibilidade e de evitar a exclusão. A Internet e todas as suas ferramentas (em particular as novas ferramentas) são uma oportunidade para renovar a forma como se participa na sociedade e na democracia, não sendo em exclusivo as únicas pois o verdadeiro lugar da democracia começa no povo e no local onde os seus eleitos se assembleiam e pelo qual deve haver o maior respeito, pois comadres zangadas não governam, antes desgovernam, desorientam-se, descredibilizam, por não passarem de arrufos políticos. 

Pensem nisso
 
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