Crise até faz as pedras Parir

The Parous Stones are a rare geological phenomenon, a kind of stone that spring from a rock, a block of granite are your origin, is possible to see in Arouca mountain in Portugal..
Les pierres enceintes sont un phénomène rare géologiques, une sorte de pierre qui ressort d'un rocher, un bloc de granit nodulaire est à son origine, ce phénomène peut être vu dans la Serra da Portugal Arouca et ont peut profiter aussi des paysages atmosphère bucolique comme indiqué sur les photos.
Las piedras "embarazadas" (No estoy seguro de cómo se dice en castellano) (han tenido hijos) son un raro fenómeno geológico, un tipo de piedra que brotan de una roca, un bloque de granito nodular  es en su origen, este fenómeno puede ser visto en la Serra da Arouca Portugal y disfrutar de los paisajes un ambiente bucólico como se muestra en las fotos.
Le pietre che nascono (anche io non sono sicuro della traduzione), sono un raro fenomeno geologico, una sorta di pietra che scaturiscono da una roccia, dun blocco di granito nodulare, questo fenomeno può essere visto nella Serra da Arouca Portogallo e godere del paesaggio circostante
.
Vivemos nos tempos em que a crise para tudo serve: serve para justificar fracassos financeiros, para que as empresas aeronáuticas e em particualr a TAP revele que a actual crise no espaço aéreo lhe dá prejuízo de milhões (mais ainda), para o governo tomar medidas anti-sociais, para não haver aumentos dos funcionários, serve para que os gestores públicos não cedam dos seus gordos prémios porque afinal Portugal até está habituado à mediocridade, mas esquecem-se estes génios que algum eventual sucesso seu está na força do trabalho dos outros funcionários (os medíocres) e que precisariam trabalhar toda a vida para ganhar o que esses senhores ganham num ano. A crise serve também para que o povo aceite todas as alterações como um fado, enfim a crise serve para tudo. A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Todo o povo se compõe de uma classe priveligiada  e de ele mesmo, a primeira ganha com a crise e os segundos são vítimas da crise. A classe priveligiada manifesta-se e vinca posição duma forma chantageadora, o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo, pincipalmente se não optar pela coesão.
O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto também a essência da nossa crise.
As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por socialistas que não são, e copiam medidas que não analisam e e adaptam ao país depois, ninguém acredita na classe política porque simplesmente não inovam e tomam medidas idênticas consoante estão no governo ou na oposição. Ser português é quase dizer mal de tudo o que é português, quase como se fosse vergonha de o ser: lá fora é que é bom. Um pouco na continuidade do ditado popular a galinha da vizinha é melhor que a minha. Esquece-se porém que cá dentro há muitas coisas boas e más, tal como nos outros países.Mas,essas poucos as vêm, a maioria dos portugueses não conhece devidamente o seu país. Portugal não precisa copiar, precisa inovar, conhecer, ordenar, requalificar e reestruturar, e deveriam ser os topos a dar o exemplo e não a boicotar. Portugal não é melhor nem pior que os outros paíse, talvez desde que embarcou nos descobrimentos anda ainda um pouco à deriva pelo mar sem capacidade para se encontrar e rumar num destino. Há que descobrir uma nova forma de estar como português, não em nacionalismos bacoucos, ou apenas sermos todos portugueses quando a selecção joga, é preciso intervir na causa pública ser reinvidicativo e exigir mudança um pouco partir à descoberta deixando para trás o complexo de inferioridade mas posicionarmo-nos de igual para igual com o resto do mundo. Talvez assim compreendamos e vejamos que há muita coisa para fazer e descobrir cá dentro.
Num dos meu passeios recentes fui de novo até à serra de Arouca onde existem as Pedras Parideiras, e hoje vai ser o tema do meu devaneio fotográfico. Estas pedras simbolizam a fertilidade na tradição ancestral da região, esta tradição está ainda presente nas populações locais. Acredita-se que dormir com uma pedra parideira debaixo da almofada aumenta a fertilidade. As Pedras Parideiras são um fenómeno geológico raro, um tipo de pedras que brotam de uma rocha-mãe, um bloco nodular de origem granítica com 1000 x 600 m, daí se chamarem Parideiras. Os nódulos de 1 a 12 cm de diâmetro com formas discóides e biconvexas são compostos pelos mesmos elementos mineralógica do granito. Através da erosão do granito, explicam, esses nódulos de biotite (mica preta) paulatinamente afloram à superfície da rocha, desprendem-se e vão-se acumulando no solo. "Por isso, os camponeses da região chamam à rocha "a pedra que pare pedra", isto é, a rocha que produz uma outra rocha. É um fenómeno raro, praticamente único a nível Mundial no entanto é um uma zona que uma grande maioria dos Portugueses desconhece e raramente (eu nunca vi nas vezes que lá fui) por turistas estrangeiros. O passeio vale a pena pela paisagem bucólica conforme poderão ver nas fotografias abaixo.












Um dos exemplares das Pedras Parideiras parindo outras Pedras




Como o post já vai longo de volta a casa disfrutando a mata da serra.

Poema da Saudade

Les Portugais ont ce sentiment: "saudade", car la traduction dans autres langues n'a pas mot précis, est un sentiment intrinsèque d'un peuple des arrivées et des départs tout au long de son histoire
The Portuguese have this feeling: saudade, the word has no reliable translation to other languages; is an intrinsic feeling of a people of arrivals and departures
I portoghesi hanno questo sentimento: saudade, la parola non ha alcuna affidabile traduzione in altre lingue è una sensibilità intrinseca di un popolo di arrivi e partenze nel corso della sua storia
Los portugueses tienen este sentimiento: "saudade", la palabra no tiene traducción fiable a otros idiomas es un sentimiento intrínseco de un pueblo de entradas y salidas a lo largo de su historia.

Os portugueses têm este sentimento que provavelmente lhe é intrenco como  povo de abaladas e chegadas. Não é a tristeza do partir ou a nostalgia do fica para lá do horizonte é simplesmente saudade. Em especial a toda a comunidade lusófona ou aos que sentem esse sentimento fica aqui este meu modesto poema numa língua e num sentimento que  une as separações: a Saudade.


Morosamente
rasgando as entranhas
do meu ser...
esse sentimento chamado saudade,
vai dilacerando a viva chama
de um sorriso.
A tristeza ganha forma.
Teimosa cai uma gota de água salgada
abrindo sulco no meu rosto,
procurando lavar a mágoa
de se ficar só.
Com o pensamento pregado
nas ausências,
sorrio e sinto-as
numa alegria infinita.
Com os olhos fixos na distância
perco o olhar no infinito,
e mais rápido que esse olhar
voam os meus sentimentos
que a saudade quer afogar
na imensidão que separa
o vivo fruto deste pensamento!
Para além da vontade
de querer ser forte
fica a necessidade
de se ser sentimental!
Morosamente o tempo passa,
só esta nostalgia
teima em ficar:
-“Saudade”

António Veiga, in Poemas completos

Herói pequenino

Story of a boy who agreed to save his brother.
Histoire d'un garçon qui a accepté de sauver son frère.
Storia di un ragazzo che ha accettato di salvare suo fratello.
Historia de un chico que aceptó salvar su hermano.

As paredes alvas do consultório da unidade de saúde, imprimiam mais silêncio ao ambiente. Pausadamente rasgando o silêncio da sala um homem arrastava-se timidamente até junto de mim, de pele tisnada pela dureza do tempo estendeu-me a mão áspera da vida, nesse cumprimento houve permuta de calor, calor humano.
Na outra mão levava uma criança, numa voz firme mas afectuosa incentivou-a às normas cordiais. Timidamente sorriu-me. Os seus olhitos, enormes mostravam sinais evidentes de pasmo misturado com medo, no entanto revelando sempre curiosidade ao que o rodeava. A voz compassada do homem desviou-me a atenção:
-É ele o irmão!...- disse-me ele.

Desviei de novo o olhar para aquela criança, que irrequieto como os ponteiros dos segundos, descobria o espaço do consultório. Ao sentir o meu olhar parou, dirigiu-se e fitou-me por momentos. Pus a mão no seu ombrito, sentindo a fragilidade do seu corpo e por escassos minutos ganhei coragem.
Tinha a árdua tarefa de lhe recolher uma amostra de sangue e antes explicar que era fundamental para o seu irmão que sofria duma rara doença. A única chance de recuperação para ele parecia ser através daquela análise que possibilitaria uma transfusão de sangue ao irmão mais velho.
Em termos médicos, ele, contrariamente ao irmão tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la. Expliquei-lhe toda a situação e perguntei, então, se ele aceitava fazer aquela análise para ajudar o respectivo irmão.
Quando acabei, ele encostou-se ao pai, escondendo a cabeça entre o casaco gasto pelo tempo, mas soerguendo o olhar, perguntou:
-Tenho mesmo que tirar sangue?- Rodando o corpito na minha direcção continuou:
-Isso vai doer muito, não vai?! Acho que não quero…- e começou a puxar o braço do pai para sair do consultório.
Baixando-se o homem ficou de cócoras e barrou a passagem ao filho, de olhos firmes um no outro ficaram em silêncio, olhos nos olhos. Num ímpeto abraçaram-se, e ficaram assim eternos segundos:
–Vá lá!... – disse o pai – Sabes que o João precisa que o ajudes…
Duma forma expedita, como é comum às crianças da sua idade, encarando o pai e num desafio a mim, retorquiu:
– Posso pensar um pouco? – e cruzando os braços, continuou – Não olhem para mim, deixem-me pensar!...
Fiquei estupefacto que os seus 5 anitos lhe dessem uma atitude tão serena. O pai afagava-lhe os cabelos e eu vi-o hesitar um pouco mas, depois de uma profundo suspiro disse:
- “Prontos.. Tá bem”, já que é para salvá-lo... Mas não quero é que doa muito!
A meu pedido, deitou-se sobre a marquesa, sem reclamar acomodou-se e esticou prontamente o braço. Heroicamente suportou a picada da agulha enquanto com a outra mão apertava a do pai. Enquanto lhe tirava sangue acercou-se de mim e perguntou numa voz ciciada mas clara:
- Eu vou começar a morrer logo, logo?!... ou só no fim de me tirarem o sangue todo?....
Numa atitude incontrolável cerei os maxilares para conter o marejar dos olhos, impedindo o aparecimento de lágrimas. Aquela criança por ser tão pequeno e novo, tinha interpretado mal as minhas palavras pois, ele pensou que teria que dar todo o seu sangue  para salvar o irmão, mas mesmo assim e depois de pensar aceitou correr esse risco, um pequeno herói, mas tão grande no sentir quanto na coragem.
Num mundo onde as crianças cada vez mais têm tudo por vezes falta-lhes a coragem, e algumas tão limitadas ao muito que se lhe depara acabam por não viver a vida impregnadas de tecnologias e coisas mas desprovidas de essências e afectos.

Pensem nisso

Uma aldeia Portuguesa concerteza

Un village portugais, malgré son humilité a quelque chose à montrer pour les visiteurs
A Portuguese village has more than your walls or your physical space, has its traditions
Un villaggio portoghese permette ai suoi visitatori un senso di ospitalità
Un pueblo portugués permite a sus visitantes un sentido de hospitalidad y tradiciones únicas
Portugal é mais que os locais turísticos regularmente frequentado pelos visitantes, a sua verdadeira essência perde-se nas suas aldeias onde genuinamente o espírito hospitaleiro português ganha a sua melhor forma, onde a culinária tem as suas raízes em séculos de história ditados nos tempos. Uma aldeia portuguesa tem mais que as suas paredes ou o seu espaço físico, tem as suas tradições que apesar da desertificação de algumas aldeias do interior se teimam em manter: Hoje, convido a um pequeno passeio por uma aldeia do interior centro do país (Beira Alta) algures na base da Serra da Estrela. Simples, mas simultaneamente cheia de gente ímpar, que como muitas outras aldeias sabe receber e incluir quem a visita. Fica assim um desafio de ver este Portugal escondido simples mas com recantos de beleza, que convém não deixar morrer. Vamos a mais um passeio fotográfico seguindo a objectiva:









Numa aldeia portuguesa



Á janela dormitava a avó Maria,
na sacada o gato negro preguiçava,
no canteiro a rosa branca despontava
despertada pelo sol do meio-dia.

As comadres regressavam da capela,
as crianças, por mim passavam correndo,
a Rosinha com o cão preso p’la trela,
ia triste pois d’amor anda sofrendo.
Tio Toino segue o jumento, mancando
duma perna que esfolou lá no silvado,
na encosta as ovelhas vão pastando
e o pastor dormitando relaxado.
No curral a Miquelina ordenha a vaca,
num banquinho, mostra a coxa avantajada,
e o Pataias, penteado farto em laca,
“morde” a moça apesar de ser casada.

Vindo tarde, como sempre, o Zé peixeiro,
de atrelado preso à velha motoreta,
pára à sombra aconchegante do pinheiro
e apregoa o peixe fresco de trombeta.

Como loucas, rua abaixo em correria,
aparecem as mulheres alvoraçadas,
pois de certo uma ou outra levaria
as mais gordas das sardinhas desejadas.

Treze horas e a barriga já reclama
contra o cheiro das sardinhas que na chama,
vão assando me aguçando o apetite,
sussurrando… que se lixe essa gastrite!

Gente pura, muito riso e cantoria,
pão caseiro e vinho tinto sobre a mesa,
farta mesa de sabores e alegria
numa aldeia, portuguesa, com certeza!

Abgalvão


 














Findo o passeio, muitos recantos não foram captados pela objectiva mas espero que tenha sido um passeio agradável, há sempre um Portugal desconhecido a ver e a mostrar.
Pensem nisso

António Veiga


Amizade Intemporal

Nous avons tous un ami imaginaire qui est né dans notre enfance
Tutti noi abbiamo un amico immaginario che è nato nella nostra infanzia
We all have an imaginary friend who is born in our childhood
Todos tenemos un amigo imaginario que nace en la infancia
Tenho uma amiga secreta,
Tenho uma amiga imaginária
algures nascida na minha infância
Companheira de glórias,
amparo de desassossegos.
Partilhas comuns,
partilhas vividas
Tenho uma amiga secreta,
alimento da alma.
Calcorreámos por entres trigais
os sonhos das nossas vidas
e nessa alma de criança
fomos confidentes,
Amantes suados de paixão,
entrelaçados no sentimento
esperando o terminus.



 
Tenho uma amiga secreta.
Que mora no meu coração
mas longe do meu olhar!
Presente nas minhas lutas
traçamos revoltas
com todos, irados com o mundo!
e ficámos tão ricos
mas tão cheios de nada!

Tenho uma amiga secreta...
que me povoa o pensamento
que me faz procurar a vida
num mundo que não existe
mas que teimo em defender!
Tenho uma amiga secreta...
general das minhas forças,
soldado heróico
nos meu desatinos!
Juntos de mão dada selamos
tratados acordos e juras!
Tenho uma amiga secreta...
tão secreta e sigilosa
que atravessa as minhas telas
entre cores vivas
me sorri, num sorriso tão rasgado
que as telas ganham vida
mas ninguém a vê!
Tenho uma amiga secreta...
das verdadeiras!
fecundada na Verdade
alimentada no Amor
respirando Amizade!

Tenho uma amiga secreta.
Enobreço-me por a ter
não tem dinheiro nem sexo,
não tem nada que um Homem quer,
é uma imagem sem nexo.
E incerto da certeza
de querer derrubar o muro
poder olhar a sua a beleza
e juntos passear o futuro
neste imaginário
que percorremos juntos
mas eu solitário...
Imbuído no seu sorriso
sereno nesta tempestade
para ficar num paraíso
de bonomia e serenidade




Tenho uma amiga secreta.
Melhor, d'entre todas a mais certa
não é loura nem morena
nem alta nem pequena
mas o seu olhar profundo
invade-me o pensamento
e bem lá no fundo
seus olhos distantes
deixam-me sem alento.


Tenho uma amiga secreta!
duma fidelidade ímpar
duma cumplicidade inabalável
bebe o fogo da paixão
abrasa o gelo do desespero
quando no meu pensamento se revela...
Numa sede de amor,
uma vontade daquelas!
Abre-me a janela da alma!
Tenho uma amiga secreta!
Pauta das minhas músicas!
como uma canção de embalar!
E, eu calmo e sereno
sinto os seus afagos
num colo imaginário
num sentir tão real
e adormeço...
silêncio...
esqueço!
Mas num pesadelo
tão tenebroso
o medo
o ciúme da perder!
O silêncio das suas palavras!
Acorda-me!

Talvez tenha fugido
no imaginário de outro!

Tenho uma amiga secreta!
uma amiga intemporal
mas mesmo tão secreta,
tão discreta e sigilosa,
que chego a pensar
que ela não existe!





António Veiga

Engrandecer a Cultura

A cultura ensina, porque a aprendizagem cresce
La cultura insegna, perché l'apprendimento si sviluppa
La cultura enseña, porque el aprendizaje crece
La culture enseigne, parce que l'apprentissage se développe
Pertinentemente um cibernauta de Vizela alertou para o facto do edil não valorizar a proposta para Vizela ser a cidade da música e argumentou duma forma sagaz. A academia de música e o apoio dado à sua criação pelo edil anterior foi talvez uma das boas apostas do anterior presidente da câmara, que no futuro trará indubitavelmente mais valias a Vizela. Esta recusa do actual presidente, provavelmente terá fundamentos de cariz político, é na minha opinião um erro estratégico. Vizela e Portugal devem orgulhar-se da sua cultura e devem engrandecê-la, porque isso lhes trará mais riqueza no futuro e isso ainda se torna mais premente em tempos de crise. Em épocas de crise e diminuição dos recursos económicos a arte (literatura, cinema, música, pintura, escultura) entra quase sempre em conflito com as classes dominantes, com o poder instituído, com as normas de vida estabelecidas. Em revolta aberta, o artista, originário por via de regra da média e da pequena burguesia ou mais raramente das classes proletárias, contesta o statu quo, propõe soluções revolucionárias; em épocas mais abastadas o artista pode permanecer numa atitude idêntica de inconformismo; porém, os resultados da sua actividade de criação e reflexão tornam-se matéria vendável, embora a liberdade no mundo capitalista monopolista torna-se tanto mais perigosa quanto absorve, ou procura absorver, as próprias formas políticas de exercício das liberdades ditas essenciais e uniformiza formas de arte.
Quer se goste ou não os povos do leste são dos povos que mesmo em situações de menos ostensão de riqueza sempre a valorizaram e dão um local de destaque às artes e cultura. As artes são fundamentadoras do associativismo e simultaneamente da mobilização pública, um dos discursos mais conseguidos do actual presente da câmara foi na cedência de sede a quatro instituições culturais da cidade quando disse: “Está provado que um jovem que integre uma associação tem muito mais potencial de ser uma pessoa activa na sociedade. Aprende a partilhar, a trabalhar em equipa, a dialogar e a criar novos projectos”. Importa dar continuidade e, concerteza negar a oportunidade de Vizela ser a cidade da música não vai na mesma linha de pensamento. Mas a cultura prolifera no município e a recente criação de 2 organismos culturais é prova disso e ambos em Tagilde: um com raízes etnográficas (rancho folclore) outro com intervenções mais dum carisma cultural e social ASSOCIAT, a ambas desejo que cumpram o pleno dos seus objectivos.Tanto mais que este sábado a ASSOCIAT, da qual faço parte, fez o primeiro evento , com a presença de Odete Santos e penso ter sido um evento interessante e conseguido para a freguesia, e assim a ASSOCIAT ~irá pondo no mapa Tagilde coisas que outrios prometeram: Pois a aposta na cultura é sempre uma mais valia é o legado das gerações futuras., que não se lhe fechem as portas.


Pensem nisso

Devaneios a cores

My paintings: colorful ideas written by the brush
Mis cuadros: sueños coloridos borrosa por el cepillo y estados de ánimo
I miei quadri: sogni colorati e stati d'animo, non sono arte sono momenti di piacere
Mes peintures: rêveries colorées publié par le pinceau marqué par la brosse, ne sont pas de l'art sont des moments de plaisir et d'expression des sentiments, à découvrir pour les critiquer
Caros visitantes do blog, hoje vou mostrar um lado meu menos conhecido mas que foi prometido há tempos e por isso vou cumprir: os meus devaneios coloridos arrastados na ponta de um pincel. Várias vezes me incentivaram a expor, mas nunca o fiz. Primeiro porque não revejo arte suficiente para o fazer, e depois porque a minha timidez também não ajuda. Os quadroa, ou melhor, as borradelas aui apresentadas não visam mostrar arte mas estados de alma que me enebriaram na sua execução. É óbvio que não domino a arte de pintar, pois a minha formação académica na área perde-se nos meus tempos de adolescente nas aulas de Educação Visual durante o ensino básico e secundário, daí ser muito ténue e primária. Apresento 8 quadros mais recentes, porque eram os que estavam mais à mão para fotografar, os outros estão ou arrumados no sótão da minha casa ou em casas de amigo qou familiares que tiveram a coragem de os por nas respecrtivas paredes, penso com intuito de assustar visitas indesejadas. Desenganem-se os que pensam que vão encontarr obras de arte dignas de exposição no Louvre ou noutos museus consagrados. E, apenas os mostro porque fica entre nós pois senão qualquer dia as galerias podem cometer o erro de querer expôr algum.
Mostro diferentes técnicas: óleo, aguarela, pastel e carvão e estilos diferentes por isso podem critcar à vontade que isso aguça a vontade de fazer melhor assim eu saiba.

Nascer do sol (óleo em tela)
Aube (huile sur toile)
Amanecer (Óleo sobre lienzo)
Alba (olio su tela)
Sunrise (Oil )

Maçãs (óleo sobre tela)
Pommes (huile sur toile)
Apples (Oil)
Manzanas (Óleo sobre lienzo)
Mele (olio su tela)

Lágrima de vida (óleo sobre tela )
Tear of life (oil)
Lágrima de la vida (óleo sobre lienzo)
Lacrima della vita (olio su tela)
Larme de la vie (huile sur toile)


Alentejo (Portugal) - Aguarela/ Watercolor/aquarelle/acquerello/acuarela

Papoilas (Pastel)
Poppies
Amapolas
Papaveri
Coquelicots
Descanso - Aguarela/ Watercolor/aquarelle/acquerello/acuarela
Repos
Repose
Resto
Riposo

A árvore e a paisagem- Carvão sobre papel
El árbol y el paisaje- carbón en el papel
The tree and landscape
L'albero e il paesaggio
L'arbre  dans le paysage

Os mais atentos terão dado conta que falta um quadro para os 8, mas acontece que a pessoa envolvida no mesmo, uma pessoa pela qual tenho muita estima, quis ser agraciada com ele à última da hora (a verdade é que eu lho impingi),  pode ser que um dia ela o coloque no seu blog, e aí vocês conhecerão o último quadro desta série. Se não me envergonharem muito um dia destes mostrarei outros. Vão criticando sempre porque as críticas podem dar alento ou não.
Pensem nisso

António Veiga

Cultura - a pegada humana na terra


After the people, art and culture are the wealth of a country or a region, as are the seal of his way of being and living.
Después de la gente, el arte y la cultura son la riqueza de un país o una región, así como el sello de su forma de ser y de vivir.
Il popolo, l'arte e la cultura sono la ricchezza di un paese o una regione, come lo sono il sigillo di suo modo di essere e di vivere.
Après le peuple, l'art et la culture sont la richesse d'un pays ou une région, ils font au fil du temps toutes les mesures et les volontés de l'homme

Depois do povo a arte e a cultura são a riqueza de um país ou duma região, pois são a chancela da sua forma de estar e viver. A fonte imediata da cultura é a capacidade humana de pensar e registar uma época, da mesma forma que a «propensão para a troca e o comércio» é a fonte dos objectos de uso. A cultura é mais do que a premissa de promover a alfabetização dum povo ou a manuseamento com computadores, isso são apenas instrumentos básicos, mas potenciar o gosto pela arte e cultura potencia a crítica e a discussão, daí que os ditadores as procurem abafar. Quanto mais incultos mais submissos quanto mais submissos mais fáceis de manusear, ete foi o silogismo das ditaduras e em particular a de Salazar. O que a arte nos ensina não é puro discernimento, é a relação mais profunda de nós próprios com o mundo, é verdadeiramente o «ver».. Compete ao escritor, ao poeta, ao pintor, ao músico, ao realizador, ao fotógrafo ou ao escultor criar um universo, cabe ao crítico criar um artista; dele também não existem, antes da empresa crítica, senão os elementos dispersos, os vários traços dos seus textos, versos, pinturas, fotos, músicas, filmes, fotos ou das suas estátuas.

O crítico é também um artista, tem ele mesmo o direito de exigir que lhe não ponham barreiras, que o deixem ser à vontade juiz ou ampliador e que o expliquem depois, se quiserem; é ilógico impor limites ao crítico, quando se quebram esses limites em nome da liberdade de criação; ou um e outro os devem ter, e nesse caso o crítico pode ser pedagógico que haverá não pedagógico?) e o artista tem de o escutar e seguir, ou se derrubam para todos e então nada de regras e manuais destinados aos críticos; a atitude a escolher é uma só: tudo o mais confusão e prosa inútil. Se os artistas da terra parassem durante umas horas, deixassem de produzir uma ideia, um quadro, uma nota de música, fazia-se um deserto extraordinário.

Não há arte intelectual, a não ser, é claro, a arte de raciocinar. Simplesmente, do trabalho de intelectualização, em cuja operação consiste a obra de arte como coisa, não só pensada, mas feita e essa tem de ser acarinhada porque mais cedo ou mais tarde é propriedade colectiva. As sociedades, os impérios são varridas da terra, com os seus costumes, as suas glórias, as suas riquezas: e se não passam da memória fugitiva dos homens, se ainda para eles se voltam piedosamente as curiosidades, é porque deles ficou algum vestígio de Arte, a coluna tombada dum palácio, ou quatro versos num pergaminho. As Religiões só sobrevivem pela arte, só ela torna os deuses verdadeiramente imortais - dando-lhes forma. Se os músicos, os cantores ou poetas se calassem subitamente e só ficasse no ar o ruído dos motores, porque até o vento se calava no fundo dos vales, penso que até as guerras se iam extinguindo, sem derrota e sem vitória, com a mansidão das coisas estéreis. O laço da ficção, que gera a expectativa, é mais forte do que todas as realidades acumuláveis. Se ele se quebra, o equilíbrio entre os seres sofre grave prejuízo.. Há que preservar  e dar continuidade à cultura e  à arte são a evidente pegada da civilização Humana neste planeta,  por isso com elas tornamo-nos mais humanos.

Pensem nisso

António Veiga

Olhares numa janela

Looking through a window allows a reflection of ourselves and of life especially on rainy days
Guardando attraverso una finestra su un giorno di pioggia è libero pensiero
En regardant à travers d'une fenêtre en jours de pluie est exorciser la vie et la sensation qui est en nous
Olhar através duma janela em dias de chuva é como projectar a vida num cinzento infinito

 

Solevando o olhar
percorro a parede nua
nada vejo, apenas sinto!
Tudo fica amurado
nesta parede branca
rasgada por uma janela atrevida
que me mostra o céu
escuro da noite,
os pingos de chuva
acordam o silêncio.
O meu olhar foge
pelos vidros da janela fechada
em busca da liberdade
mas, a escuridão da noite,
as pingas de chuva
cegam-me o horizonte
tudo fica resumido
na esperança de ver o tempo passar
em busca de um olhar mais longo.
Abruptamente a chuva castiga
os vidros da janela
quebrando a soturnidade
dum silêncio deveras mudo.
Pelos vidros projecto os meus sonhos,
a vontade de ser
algo mais que um número
ou um observador de janela
em busca de coisas
que o escuro da noite
não consegue esconder!...

António Veiga
 
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