Entre portas e muralhas: Óbidos

Aujourdui une promenade pour Óbidos l´un des joyaux de la couronne du Portugal, non seulement à cause du vaste patrimoine construit ainsi que naturel que la Ville possède, mais aussi à cause d´un grand dynamisme culturel existant. Pour toutes ces raisons, Óbidos et son Château sont l´une des 7 Merveilles du Portugal !
La ville de Óbidos se situe au centre de la Région de l´Ouest du Portugal, à peu près à 90 Kms au Nord deLisbonne. Les petites maisons blanches peintes à la chaux arborent des éléments peints en bleu ou jaune, caractéristiques de l´époque médiévale.On peut aussi apercevoir les portes et poternes, ainsi qu´entrevoir à chaque pas, de pittoresques recoins ou l´on découvre la saveur d´antan.Partout il est possible de voir que les églises, les façades sobres, les fenêtres manuélines ainsi que les vestiges historico – monumentaux sont complémentés par la polychromie des fleurs et des plantes qui donnent vie à cette Terre de Rois et de Reines, d´ailleurs longtemps connue sous le nom de « Ville des Reines ».De la peinture à l´architecture, de la gastronomie à l´artisanat, passant par de beaux paysages, l´histoire des conquêtes, les amours et chagrins, les Rois et les Reines ainsi que le mystère d´un passé riche en histoire, Óbidos est un lieu de passage obligatoire.

Today i invite, lets go to Óbidos,  the preserved medieval town of Óbidos lying +/- 80 km north of Lisbon. When strolling along the maze of narrow cobbled streets of Óbidos, at each step, one comes upon vestiges of different civilizations.
From the hidden corners and high walled gardens of the old medina area, to the gothic, Renaissance and Baroque features, the Town is an extensive work of art carved, destroyed and rebuilt throughout many centuries.
Besides its material heritage, Óbidos is full of historical tradition is today one of the main jewels of the country. Welcome to Óbidos!

Hoy los invito, para ir a Óbidos, la ciudad medieval de Óbidos conservadas se extiende 80 km al norte de Lisboa Al pasear por el laberinto de estrechas calles adoquinadas de Óbidos, a cada paso, se llega a los vestigios de civilizaciones diferentes.De los rincones y jardines amurallados de alta de la zona de la antigua medina, a los góticos, renacentistas y barrocas características, la ciudad es una extensa obra de arte tallada, destruido y reconstruido largo de muchos siglos. Además de su patrimonio material, Óbidos está llena de tradición histórica es hoy una de las joyas principales del país. Bienvenido a Óbidos!

Oggi vi invito, per andare a Obidos, la città medievale di Óbidos situata 80 km a nord di Lisbona, è senza dubbio uno dei più interessanti fortificati del Portogallo . Passeggiando lungo il labirinto di stradine acciottolate di Óbidos, a ogni passo, vestigia di civiltà diverse.
Dagli angoli nascosti e di alta giardini recintati della zona vecchia della città, al gotico, rinascimentale e barocca caratteristiche, la città è un ampio lavoro d'arte intagliate, distrutto e ricostruito nel corso di molti secoli.
Oltre al suo patrimonio materiale, Óbidos è piena di tradizione storica, è oggi uno dei gioielli principale del paese. Benvenuti a Óbidos!

O tempo começa a convidar para uns passeios, e tal como tenho prometido a alguns amigos pessoais e aqui da net vamos fazer mais um passeio fotográfico, por este pequeno país, que tem muito para mostar assim os turistas queiram ver porque os portugueses sabem receber as suas visitas, sendo uma das suas caracteristicas mais nobres.É curioso que alguns amigos meus estrangeiros ficam impressionados com a forma negativista com que os Portugueses vêm um país que aos seus olhos em nada se deve envergonhar relativamente a outros, pelo contrário alguns referem que Portugal é um dos países que despertam os 5 sentidos numa pequena área de território, oferecendo uma diversidade de paisagens que nós portugueses às vezes esquecemos e mais grave descuramos a sua presevação, manutenção e divulgação. Ficam os registos do olhar da objectiva da máquina fotográfica e a minha modesta arte e assim projectar terras lusas, porque o turismo é uma potencialidade. Acreditem que vale a pena, despertem os sentidos, deixem-se guiar pela imaginação e coração: vivam em pleno esta experiência.

Pois, se um homem viver a sua vida plenamente, e dessa forma cada sentimento, for a expressão de cada pensamento, realidade de cada sonho, talvez o mundo beneficiasse de um novo impulso de energia tão intenso que esqueceríamos o negativismo do quotidiano. Há locais onde o tempo parece não passar como o caso de Óbidos, uma vila medieval portuguesa no distrito de Leiria, região Centro, onde hoje vos convido a visitar. o seu nome deriva do latino oppidum, significando «cidadela», «cidade fortificada». é um polo de sucesso turístico, com milhares de turistas que diariamente cruzam as portas da entrada da cidade assim como na povoação romana de Eburobrittium, que se ergue nas suas proximidades. A sua feira medieval, e o festival internacional do chocolate, ou de música clássica são muitos dos atractivos para turistas nesta vila pitoresca, que vive entre portas.



















Óbidos

Quem por ti, Óbidos, passa,
Sente o fascínio do tempo,
Ao evocar a desgraça
Das guerras, cuja ameaça
Vinha nas vozes do vento.

.Mantens cercadas de ameias
Ruas estreitas, vielas.
Mas o fluir das ideias
Que, sem fragor, incendeias,
Não cabem lá dentro delas.

.
Contam teus muros histórias
De sangue, heróis e pelejas,
De resistência, vitórias.
E, dessas tuas memórias,
Renasces, como desejas.

Vítor Cintra
















Je laisse la porte ouverte pour un jour qui viennent ici!
Deixo a porta aberta para um dia que cá venham!
Lascio la porta aperta per un giorno che vieni qui!
Puedo dejar la puerta abierta para un día que vienen aquí!
I leave the door open for a day that come here!

O engano


Um pensamento num dia de greve a trabalhar a prestar cuidados mínimos:
O engano deste país é ter um partido eleito socialista que de socialista não tem nada, que como social democrata é trapalhão mas que consegue ser exímio em medidas de direita e neo-liberais mais que os partidos de direita. Só é possível porque o compadrio encostou definitivamente neste partido (havendo concerteza alguns militantes socialistas convictos, que são íntegros nas acções e ideologias - poucos já há, penso eu), pois a maioria dos oportunistas encostou a este partido como sempre o fazem com o poder e este partido não os consegue sacudir funcionando numa enorme bola de neve. Quando cair este partido vai argumentar cansaço e não vai compreender erros evidentes. Mas é típico de quem tem os horizontes limitados num punho que já perdeu o sentido de unidade  e luta para o de ameaça aos que o elegeram. Mas as eleições são ganhas não pelos convictos e com ideias mas pelos viram casacas porque são esses que dão as vitórias. E, como bónus fica  de herança o PEC: plano para enriquecimento de capitalistas
Pensem nisso

Rubro das palavras escalartes

Red is a color of anger, love and passion that is the message of poetry
Il rosso è un colore di sentimenti: la rabbia,  l'amore e la passione che è il messaggio della poesia
Le rouge est la colour  des sentiments, couleur de la colère, de l'amour et de la passion c'est le message de cette poésie
El rojo es un color de los sentimientos:la ira, el amor y la pasión  es el mensaje de la poesía

Entre o que penso e sinto,
...De escarlate espremo o coração.
dos amores que dilatam as veias...
sinto o vermelho da luxúria,
dum morango suculento.
duma framboesa madura
ou das cerejas vindouras.
a cor de sabores e paixão,
Nectar da cor dos teus lábios
num beijo degustado
no vermelho do teu baton
no fogo da paixão


Entre o que penso e sinto,
...De rubras cores faço poesia
contemplo as coradas papoilas
que num hino de liberdade
desafiam a garganta das aves
para canções encarnadas
fulgores de sangues quentes
do fogo que queima as almas
Vermelho
de plebleus
de revoltados
e esquecidos



Entre o que penso e sinto,
...De vermelho pinto as palavras,
ao rubro evoco as cores
duma pintura inacabada!
De encarnado evoco ideias
despertares escalartes e abruptos
dos sonos adormecidos
de mentes deveras suaves
embalados na utopia
do tesouro do arco íris
numa cegueira
dum pote vazio




Entre o que penso e sinto,
...De encarnado, das paixões irracionais
sinto este vermelho lutador,
enturgecido nos hematomas
pulsados pelas hemáceas
em fluxos arteriais
que me enche de sensações,
e menstruo palavras descamadas
no endométrio dos sentimentos!
abortadas das entranhas
num vermelho
de paixão
pecado e razão:
o rubro
das palavras escalartes

António Veiga

Um Mundo melhor...

It's nice to imagine a better world but it is more real to see the spring in the garden of my house.
È bello immaginare un mondo migliore, ma è più reale di vedere la primavera nel giardino di casa mia.
C'est agréable d'imaginer un monde meilleur, mais il est plus réel voir le printemps dans le jardin de ma maison.
Es bueno imaginar un mundo mejor, pero es más real ver la primavera en el jardín de mi casa.
Imaginar um mundo melhor é sempre um sonho permanente mas adiado na cabeça de cada um de nós, porque no dia a dia esse sonho vai desvanecendo. Basta pensarmos que são sempre os mesmos a carregar o fardo das crises, e os beneficiados das crises são meia dúzia  que estão na maioria das vezes na sua origem. É óbvio que ninguém idealiza um mundo em que responsáveis de serviço se acobardam e cuidem de forma diferenciada ( e pretendam que os seus súbditos lhe sigam as passadas), quem pensam que é distinto pelo simples facto de ter muitas "cunhas" ou simplesmente haver a hipótese de ser familiar de quem assegure carreira. Nestas pequenas coisas ilustra-se o fracasso da igualdade e corrói-se uma democracia. A corrupção nas suas mais variadas formas corrói os Estados, as democracias em particular, levando ao descrédito de qualquer poder. A própria ascensão está envolta na sua maioria das vezes em formas menos virtuosas do saber mas sim na forma do rastejar ou bajular. Muitos dos críticos quando se vêm ameaçados (ou caminho livre) dum momento para o outro deixam de ser corrosivos e transformam-se em braços direitos dos chefes que à data eram os piores do mundo, mas há que aproveitar a possibilidade: ser esperto. Como poderá um país de espertos ter capacidade organizativa e produtiva? Muitas das vezes em função disto os cargos hierárquicos são postos para ajustes de contas pessoais, políticas ou outras, simplesmente providos de nadas e de coisas nenhumas. É óbvio que a inteligência não é um processo estático mas dinâmico e implica que forçosamente despoleta criatividade, em nada compatível com este modelo, a liderança é natural e simultaneamente cada líder tem um papel mais exaustivo e criativo que exigir cegamente trabalho, porque um verdadeiro líder age e inter-age no todo, e talvez assim consiga um trabalho de melhor quantidade, qualidade e um mundo mais justo.

Talvez tudo isso não passe de imaginários ou ideais, dum mundo com muito mais cor onde os ciclos não se circunscrevem em si próprios. A própria Primavera é o indício que a vida lá fora tem uma ciclicidade permanente mas todos os anos consegue nos fascinar, e lá fora no meu jardim em volta de minha casa a Primavera impõem-se naturalmente, talvez como um verdadeiro líder o havia de fazer. Por ora, venham comigo espreitar, o meu modesto jardim, prenho de Primavera mas já sonhando com o dia ou estação do ano seguinte.

















Amigos para sempre...

In times, like today, that I'm sad it is good to have faithful friends

Aujourd'hui, je suis triste, mais à ma côté, toujours prêts à partager ces mes amis inséparables

Hoy estoy triste, pero el día es menos triste cuando estás amigos inseparables que se puede escuchar y entender

Oggi sono triste, ma è bene avere amici e collaboratori di essere in grado di condividere.
 
Hoje, é daquele dias em que este blog funciona como um antidepressivo. Há dias em que resumidamente podemos dizer que estamos tristes ou desapontados com o decorrer da vida. Mas seria muito egoísta da minha parte imbuir os prováveis leitores do blog nos vulgares problemas existenciais. Fica, assim, imagens duns meus verdadeiros amigos que estão sempre presentes nos meus momentos bons e maus da vida. A sua amizade é algo que nunca vacila, a sua capacidade de ouvir é surpreendente e, não apenas pelo facto de terem umas orelhas enormes. O seu olhar é terno e atento enquanto por momentos ficam a ouvir os meus devaneios. São verdadeiros nos seus gestos, porém a sua fidelidade não é cega, quando criticados aceitam a crítica e não é por isso que me deixam de considerar líder, mas assumem activamente as suas vontades cientes que também têm uma personalidade vincada, chegando nalguns casos a ser teimosos, aliás o seu grande defeito, que eu também aceito. No seu conceito de camaradagem e amizade não se sobrepõe interesses ou simplesmente protagonismos pois estes são secundários pois todos somos personagens principais na cumplicidade. A sua amizade é deveras palpável para poder ser ignorada, apesar de vivermos em mundos e realidades diferentes. Têm nome de gente: mas são dois Basset-Hounds, dois amigos e companheiros caninos que às vezes chego a pensar que têm muito para ensinar aos Homens. Foi por isso que este fim-de-semana, saímos juntos e trocámos silêncios e cumplicidade junto ao mar (o mar está sempre na alma dos portugueses). Apenas numa tentativa conjunta de apagar e afogar tristezas pois a vida e os seus intérpretes nem sempre a tornam fácil. A vida pode ser, e é, muito mais que esta amizade mas ela é consoladora e deveras presencial. Chega de palavras, para ficarem as imagens e vocês conhecerem estes meus dois grandes amigos: Afonso e Matilde

Afonso e Matilde
Afonso



Matilde
 


Depois deste passeio com estes meus amigos, recolher-me-ei na pintura, um hobbie que sempre adorei e me relaxa pelo jogo das cores, e como a primavera começou lá fora talve traga também mais cor ao dia a dia, e um dia destes talvez exponha aqui alguns dos meus quadros, fica a promessa. 

António Veiga

Viva o concelho para que o Concelho Viva.

The hormones that make us grow a calf in three months, the trees bear fruit three times a year, all the forces likely to produce more. Why? For food to lay up in landfills and waste cooking or clothing after serving to describe the bluff productivity. But the steps are being taken and rights all over the world are increasingly supersedes the power of money and it is an excuse for existence.

Las hormonas que nos hacen crecer un ternero de tres meses, los árboles de frutos tres veces al año, todas las fuerzas susceptibles de producir más. ¿Por qué? Para los alimentos a sentar en los vertederos y los residuos de cocina o la ropa después de haber servido para describir llo bluff de la productividad. Pero los pasos se están tomando y los derechos de todo el mundo son cada vez más sustituye el poder del dinero y es una excusa para la existencia.

Les hormones qui nous font grandir un veau en trois mois, les arbres portent des fruits trois fois par an, toutes les forces susceptibles de produire davantages. Pourquoi? Pour  jeter les produits alimentaires dans les poubelles et les déchets de cuisine ou les vêtements après avoir servi à décrire le bluff de la productivité.  Mais les mesures sont prises et il n'y a pas des droits partout dans le monde, ils sont remplacés de plus en plus pour  le pouvoir de l'argent : une excuse pour l'existence.

Les hormones qui nous font grandir un veau en trois mois, les arbres portent des fruits trois fois par an, toutes les forces susceptibles de produire davantages. Pourquoi? Pour jeter les produits alimentaires dans les poubelles et les déchets de cuisine ou les vêtements après avoir servi à décrire le bluff de la productivité. Mais les mesures sont prises et il n'y a pas des droits partout dans le monde, ils sont remplacés de plus en plus pour le pouvoir de l'argent : une excuse pour l'existence.

Gli ormoni che ci aiutano a crescere un vitello in tre mesi, gli alberi, frutti tre volte l'anno, tutte le forze che potrebbero produrre di più. Perché? Di gettare il cibo nella spazzatura e rifiuti di cibo o vestiti dopo essere stato usato per descrivere il bluff della produttività. Ma le misure sono prese e non ci sono diritti in tutto il mondo, vengono sostituiti sempre più il potere del denaro: un pretesto per l'esistenza.

Durante séculos os concelhos foram em Portugal sinónimo de liberdade e desenvolvimento das diferentes regiões, por acreditar nisso o povo de Vizela saiu à rua e lutou, alguns pereceram em plena luta tão defensores e crentes eram da causa. Por todos os concelhos ainda hoje fazem parte das suas memórias colectivas, históricas sobre figuras locais, cuja acção em prole dos seus conterrâneos permitiu resolver muitos problemas com que estes se debatiam, sem solução, Vizela tem o seu exemplo em Emílio Caldas. Mas os tempos têm desarmado as pessoas de ideias que se confinam em vivências de pequenos ciclos e esquecem a causa pública. Os heróis são vistos duma forma quase distante, e lutar por ideais passou a ser causa perdida. Interessa mais actualmente o ter, aonde o consumo tem um papel de classificação social. A mesma sociedade que em nome da economia propõe os métodos de maior rendimento e a rapina dos recursos naturais. As hormonas que fazem crescer uma vitela em três meses, as árvores que dão fruto três vezes por ano, tudo obriga a natureza a render mais. Para quê? Para que os alimentos se amontoem nas lixeiras e os desperdícios de cozinha ou de vestuário sirvam afinal para descrever o bluff da produtividade. Mas, aos poucos vão sendo tirados direitos e um pouco por todo o mundo cada vez mais se sobrepõe a força do dinheiro e o mesmo é um alibi para a existência. A economia impõe-se como a alimária das democracias. Os governos machetam algumas das regalias sociais em prol de interesses económicos e as câmaras municipais, cada vez mais nas mãos de promotores imobiliários, através de licenciamentos sem qualquer planeamento, promovem a mais completa desordem urbanística do país de que há memória. A paisagem fica degradada. O património destruído. Criaram-se estruturas e fazem-se investimentos insustentáveis, hipotecando desta forma as gerações futuras. Tornou-se uma prática corrente nas autarquias, consumirem-se rios de dinheiro em acções de propaganda, descurando as áreas fundamentais para a qualidade de vida das populações, como a educação, segurança, saúde, higiene, acessibilidades.
O melhor exemplo do desvario que reina nas autarquias portuguesas pode ser observado nos investimentos feitos na propaganda feita por alguns partidos nas eleições autárquicas, e pouco importam ideologias mas assegurar a vitória, o peso político dos caciques locais faz disparar os custos das campanhas eleitorais. Discute-se futilidades, quezílias e jogos de bastidores mas os reais problemas da população adiam-se ou aceleram-se estradas antes das eleições que ficam em estado de latência os seus maus acabamentos até umas próximas eleições. Será esta a forma de enaltecer pessoas que lutaram por uma causa como Emílio Caldas? Vizela, como concelho pequeno esperou uma eternidade por um PDM, que alguns quase convenceram que não era preciso e agora esgrimem-se em mútuas acusações e tudo contínua tão na mesma até o Feriado Municipal é uma escolha não consensual, provavelmente até prejudica o comércio local, pois sendo, dia do pai, e que uma vez mais a sociedade de consumo dita como dia de consumismo acaba por arrastar prováveis consumidores para concelhos vizinhos em detrimento do local. É óbvio que o dia tem a relevância da criação do concelho e cidade, mas a luta não se confinou a esses dia, estarão os outros no esquecimento?
A substância, como um rio, está em perpétuo fluir, as forças em perpétuas mudanças, as causas a modificarem-se de mil maneiras; apenas há aí uma coisa estável; e abre-se-nos aos pés o abismo infinito do passado e do futuro onde tudo se some. Como não há-de, neste meio, onde tudo se encrespa os múltiplos lamentos dos munícipes que "entregaram a sua alma" par que Vizela fosse melhor e se vão acomodando em desabafos algures perdidos e anónimos. É preciso dizer e fazer mais do que Viva o Concelho de Vizela para que o Concelho Viva. A vida de uma concelho consiste num conjunto de acontecimentos no qual o último poderia mesmo mudar o sentido de todo o conjunto, não porque conte mais do que os precedentes mas porque, uma vez incluídos na vida, os acontecimentos dispõem-se segundo uma ordem que não é cronológica mas que corresponde a uma arquitectura interna. Com certeza Vizela, no imaginário de Emílio Caldas seria muito mais desenvolvida e não apenas um concelho onde a REFER iniciou e fez alguns reparos em torno dos quais a maioria dos outros gravitaram, e afinal é uma cidade onde o inter-cidades não pára.

Pensem nisso

António Veiga
 
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